
São Paulo - Em sua 17.ª participação no GP do Brasil de Fórmula 1, Rubens Barrichello está em êxtase. Realizado financeiramente aos 37 anos, pai e marido feliz, garantido na próxima temporada da principal categoria do automobilismo, o piloto com mais GPs disputados (285) afirma não sentir a pressão para correr no "quintal de casa" como ele chama Interlagos no domingo.
"É um momento para curtir. Estou colhendo o que plantei. Sempre encarei meus problemas com um sorriso. Aprendi com os erros e dei a volta por cima. Estou muito feliz por chegar aqui com um carro competitivo e com chances de ser campeão", disse Rubinho, ontem, quando anunciou um novo patrocinador (Batavo) vai doar o dinheiro para o Instituto Barrichello-Kanaan.
Rubinho também se mostrou tranquilo por correr diante da torcida. "Já passei por tantas coisas. A ausência do Ayrton (Senna), o fato de ser muito jovem, os erros cometidos nas provas anteriores. Hoje uso a pressão a meu favor", admitiu o brasileiro, que ainda busca a sua primeira vitória no GP do Brasil de Fórmula 1. "O fato de nunca ter ganho é o que me motiva a ganhar."
O retrospecto de Rubinho no GP do Brasil é realmente desanimador: em 16 provas, ele abandonou 11 vezes e teve apenas um pódio, com o terceiro lugar em 2004. Dessa vez, porém, ele precisa ganhar também para evitar a definição do título, já que está 14 pontos atrás de seu companheiro na equipe Brawn GP, o inglês Jenson Button, que lidera o campeonato e pode ser campeão no domingo.
Apesar de ter boa performance na pista molhada, Rubinho espera que a previsão do tempo esteja errada e não chova durante o fim de semana. "Eu adoro a chuva, ando bem. Acredito que o carro da Brawn é mais competitivo que a Red Bull, mas na chuva eles vão crescer muito. Por alguém que luta pela vitória, eu acho que o seco ficaria mais fácil por performance pura do carro", afirmou.
Com muito bom humor, Rubinho contou também sobre seu amuleto da sorte nos últimos tempos: a camisa do Corinthians. Corintiano fanático, ele tem vestido o uniforme durante os fins de semana de corrida, o que já virou um sinal de sorte. "Na Austrália (primeira corrida da temporada) fui com a camisa e, desde então, ficou essa coisa de dar sorte", lembrou o veterano piloto.



