
Depois das provas na Inglaterra, Alemanha e Hungria, o diretor da Red Bull, Chrstian Horner, e os pilotos, Sebastian Vettel e Mark Webber, reconhecem que seu time, Ferrari e McLaren se equivalem em desempenho. "As três podem, hoje, vencer", afirmou Horner após a vitória do inglês Jenson Button, da McLaren, domingo, no GP da Hungria.
Anteriormente, Lewis Hamilton, com a outra McLaren, havia vencido na Alemanha, e Fernando Alonso, da Ferrari, ganhou na Inglaterra. Resultados surpreendentes após a enorme vantagem da Red Bull no início da temporada, que levou Vettel a abrir larga vantagem na classificação.
A expectativa é para saber como voltarão as equipes no GP da Bélgica, em quatro semanas, após o recesso do verão europeu. O regulamento impõe o fechamento das sedes das equipes por 15 dias. Mas as atividades dos técnicos fora das bases prosseguirão em ritmo até mais acelerado.
As opiniões se dividem. Há quem acredite que Ferrari e McLaren podem regressar ainda mais fortes e quem espera uma reação agressiva da Red Bull.
"Impossível prever o que vai acontecer. Mas penso que, como Ferrari e McLaren pegaram a mão do carro, encontraram o caminho para torná-lo mais veloz. É provável que o melhorem ainda mais", analisou Ross Brawn, diretor-técnico da Mercedes. Sua visão se assemelha à do diretor-esportivo da Renault, Steve Nielsen: "Ferrari e McLaren têm mais a tirar do conceito do escapamento aerodinâmico do que a Red Bull, por dominá-lo mais tarde".
Mas Brawn faz uma ressalva para o próximo GP: "Não sei se Spa dará uma leitura apropriada. O traçado parece ser muito bom para Sebastian e Mark."
As curvas longas e velozes da Bélgica definem um cenário perfeito para o modelo RB7 da Red Bull. Alonso, contudo, lembrou: "Diziam o mesmo de Silverstone e nós fomos os vencedores". Comentou mais: "Depois do que vimos nas três últimas corridas, em que nós [Ferrari] e a McLaren estivemos muito rápidos, em pista de baixa velocidade, média e alta, mesmo com frio, não arriscaria nada".
Entre os que acreditam numa reação da Red Bull estão Mike Gascoyne, diretor-técnico da Lotus, Giorgio Ascanelli, da Toro Rosso, e Geoff Willis, da Hispania. "Não concordo com a ideia de que o potencial de desenvolvimento de Ferrari e McLaren seja maior do da Red Bull", afirmou Ascanelli. "Aposto que voltará a dominar as corridas, embora não como no começo do ano, porque os concorrentes entenderam algumas das soluções adotadas", explicou o engenheiro inglês da Hispania.



