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Vôlei

Reescrevendo a história

Bernardinho lidera a primeira seleção a chegar a três finais olímpicas seguidas e bate recorde de pódios do Brasil nos Jogos

O levantador Bruninho é abraçado por Murilo, com Wallace aparecendo ao fundo: 16ª medalha brasileira em Londres | Daniel Castellano, enviado especial/ Gazeta do Povo
O levantador Bruninho é abraçado por Murilo, com Wallace aparecendo ao fundo: 16ª medalha brasileira em Londres (Foto: Daniel Castellano, enviado especial/ Gazeta do Povo)

A vitória do Brasil sobre a Itália na semifinal do vôlei masculino, ontem, foi uma partida que criou dois limites para o esporte de uma só vez. Não só colocou o time comandado por Bernardinho como a primeira seleção da história a chegar a três finais olímpicas consecutivas como também marcou o recorde de medalhas do Brasil em uma única edição dos Jogos.

Até então, a melhor marca brasileira em uma Olimpíada havia sido a de 15 medalhas nos Jogos de Atlanta-1996, número igualado em Pequim-2008. O saque de Murilo que definiu a vitória sobre os italianos assegurou o 16.º pódio para o país – as cores de três prêmios serão definidas hoje no futebol, no vôlei feminino e no boxe.

A partida contra os eternos rivais nas quadras teve o que Bernardinho definiu como "o melhor set que vi a seleção fazer em 12 anos", referindo-se ao comportamento técnico, tático e a postura dos jogadores na segunda parcial, quando a Itália passou a forçar ainda mais o saque. "Foi um set de final olímpica, para guardar em vídeo, pela postura, vontade, recuperação e superação do time. Mas, agora, é baixar a adrenalina e pensar na Rússia", alertou o treinador.

Depois de um início de temporada conturbado, com dificuldades para formar o grupo e não chegar nem às semifinais da Liga Mundial, o grupo de Bernardinho é consensual ao afirmar que o time ganhou consistência durante a Olimpíada para reencontrar a Rússia na decisão, amanhã, às 9 h (de Brasília).

"Esqueçam aquela Rússia que perdeu para nós na primeira fase [por 3 a 0]. não vão nos presentear com pontos como fizeram. Não podemos deixá-los jogar na frente [no placar]", destacou o ponteiro Dante, que vai para sua terceira final olímpica – foi ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008.

Bernardinho destacou que o confronto com os italianos também serviu de aprendizado para a decisão contra os russos. "Temos de controlar o poder de saque dos russos. Treinamos isso hoje [ontem], contra a Itália. Mas eles terão força de ataque e outras armas", alertou.

O Brasil ainda teve a confirmação de que terá à disposição uma arma extra: o oposto Wallace. Titular pela primeira vez nos Jogos, ele contribuiu com 12 pontos – número menor apenas do que o de Murilo, com 15 –, especialmente nas bolas na saída de rede, sendo fundamental para o triunfo.

Antes da contundente vitória brasileira na capital inglesa, a Rússia havia vencido sua semifinal a Bulgária com um pouco mais de dificuldade: 3 a 1 (25/21, 25/15, 23/25 e 25/23). Mikhaylov foi o principal destaque, com 25 pontos. Bul­­­­gária e Itália decidem o bronze às 5h30 (de Brasília) de amanhã.

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