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Ana Luzia Mikos

Reestreia rubro-negra

Os tradicionais guias de apresentação do Brasileirão sempre reservam espaço para estatísticas e previsões para a Segundona e, neste ano, não economizaram estrelinhas para o Atlético no quesito favorito ao acesso – e até ao título.

O maior orçamento da Série B, a nova direção e o discurso forte no planejamento pareciam os ingredientes necessários para fazer da estada na divisão de acesso nacional só um bate e volta.

O Rubro-Negro, contudo, desandou. Com o ranço da briga política interna arrastada das eleições, a infrutífera aposta na base, a alta rotatividade no comando técnico – três mudanças nas 15 primeiras rodadas – e, especialmente, com o fechamento da Arena para obras da Copa-2014, o Furacão viu seu status ruir.

Com exceção dos quatro jogos iniciais, passou boa parte do primeiro turno rondando a zona morta no meio da tabela. O primo rico não impressionava mais ninguém.

Mas o campeonato recomeça hoje para o Atlético. O retorno a Curitiba indica o impulso para embalar de vez o clube no campeonato. Para quem foi obrigado a descer a Serra e encarar o Caranguejão, ir ao Janguito é, no mínimo, mais barato e confortavelmente mais rápido.

Apesar de cinco dos nove jogos no Ecoestádio serem à tarde e no meio de semana, o clube esquecerá a fraca média de 2.419 pagantes no exílio em Paranaguá.

Turbinado

Além do novo endereço, o Rubro-Negro está com fôlego renovado. Do time titular desta tarde, Maranhão, Pedro Botelho, Elias, Henrique, Felipe, Marcão e João Paulo desembarcaram recentemente no CT do Caju. Desses, apenas o último estava na ativa na Ponte Preta. Todos os outros jogaram pouco e estão mais imunes ao desgaste do calendário. Com sorte, sofrerão menos com lesões pela fadiga natural da extenuan­te sequência de jogos que tanto desfalcará os oponentes. E ainda facilitarão a vida de Ricardo Drubscky: menos baixas, igual a poucas mudanças na formação que começa a engrenar.

Vertigem

O único senão da retomada do palco atleticano na capital são as arquibancadas modulares improvisadas. Não fui lá, não subi, nem dei uns pulinhos para testar a estabilidade. Só imaginei certa vertigem de quem estiver no topo da estrutura. Porque não basta ser segura, tem de parecer segura.

Vendo pela tevê, confesso ter achado prudente a uniformizada Os Fanáticos, que costuma agitar o jogo inteiro, ter o espaço reservado na arquibancada de grama. Pedido feito pela torcida para ficar mais perto do campo. Mas que, de quebra, evita alguns riscos.

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