
Renato Gaúcho vai encontrar hoje um Atlético muito diferente daquele que ele abandonou no início de setembro de 2011, pouco antes de o time ser rebaixado para a Série B. O atual técnico do Grêmio foi apenas um dos vários capítulos infelizes do clube paranaense naquela temporada. Durou somente 14 jogos e voltou para o Rio de Janeiro com a alegação de que precisava resolver problemas pessoais.
Quando chegou ao Furacão em julho daquele ano, assumiu o time na vice-lanterna e depois de 12 partidas pelo Brasileirão as outras duas foram pela Copa Sul-Americana , entregou na mesma posição, apesar de uma ligeira melhora de rendimento, chegando a 47% de aproveitamento ante 38% do antecessor, Adilson Batista.
A passagem dele pelo CT do Caju, além de ineficaz no sentido de livrar a equipe do rebaixamento, não passou sem polêmica. A principal envolveu a falta de um legítimo camisa 9 no elenco. Renato chegou a forçar a escalação do volante Fransérgio na posição em alguns jogos para mandar um recado para a diretoria rubro-negra de que o uruguaio Morro García não era o nome certo. No fim, perdeu a briga.
Acostumado a não ter papas na língua, desagradou a muita gente. Mas dois anos depois, preferiu o caminho protocolar para falar do ex-clube e adversário de hoje. "Eu analiso com felicidade esse momento do Atlético. Dou os parabéns para o [Vagner] Mancini, para o grupo de atletas, para o clube, para a torcida Trabalhei aqui e gostei muito. É um grande clube", comentou ele, que comandou um rápido treinamento ontem no CT da Graciosa, do Coritiba.
Nessa nova realidade, com o Furacão entre os quatro primeiros da Copa do Brasil e do Brasileirão, Renato Gaúcho disse que a equipe paranaense merece aplausos, assim como o Tricolor gaúcho. O motivo é ter vencido o calendário pesado e ter avançado nas duas competições.
"Ninguém chega à toa até aqui e disputando vaga [na Libertadores] também no Brasileiro. Não é nada fácil para um treinador ter um grupo cansado devido aos jogos, além da parte psicológica. Mas os dois times estão aí, prestes a conseguir uma vaga", seguiu.
Em relação à partida de hoje, ele espera um ambiente muito favorável ao Atlético, principalmente pela empolgação da torcida com a proximidade de um título nacional.
Apesar de não ter a Arena da Baixada, o gremista diz acreditar que a Vila Capanema é um estádio que pode ser intimidador, mas que vai permitir um bom confronto. "O importante é que o gramado está bom, o estádio é bonitinho. Não tem muita capacidade, é tipo uma Bombonera [estádio do Boca Juniors]", analisou o palco.



