
Diz a sabedoria popular que não costuma trazer sorte comemorar antes da hora. Pois bem. Ontem, sem ainda ter sacramentado em campo a conquista do título estadual, o site oficial do Atlético já estampava um material especial contando os detalhes da virtual 22ª conquista regional rubro-negra.
"O importante foi ter conquistado o campeonato. Agora, todos estão mais tranquilos e com o sabor de dever cumprido", afirmava Rafael Moura, em um dos artigos que deveriam ser publicados somente após o jogo, mas acabaram vazando antes da hora. Faltou combinar o enredo com o Coritiba.
Motivado pela volta olímpica virtual e pela presença no banco de reservas de René Simões, o Coxa venceu o Atletiba de número 339: 4 a 2, com gols de Marcelinho Paraíba, Marcos Aurélio, Ariel e Marlos. Rafael Moura e Marcinho balançaram as redes do lado vermelho e preto.
Triunfo que o Alviverde não conquistava dentro da Arena há oito anos. E mantém o clube com chances de ser campeão paranaense na temporada do centenário.
Por causa da derrota do J. Malucelli para o Nacional por 1 a 0, o Coritiba pulou para a segunda posição do octogonal, com 14 pontos. Mesma marca do Atlético, líder segundo os critérios de desempate. O Jotinha é o terceiro, com 13. Os três chegam à última rodada, no próximo fim de semana, brigando pela taça. O Furacão, contudo, é o único a depender só de si para vestir a faixa. Basta uma vitória sobre o Cianorte, dentro de casa. Já ao Coxa resta obter três pontos sobre o time de Rolândia, no Alto da Glória, e secar o rival. O Malucelli torce por tropeços dos dois e tenta fazer sua parte perante o Paraná, no Ecoestádio.
"É muito complicado quando se mexe com o brio dos jogadores", afirmou o zagueiro Pereira. Encostado por Ivo Wortmann e criticado por parte da torcida, o defensor foi peça-chave no desempenho da equipe. "Continuei treinando. Tinha certeza de que iria jogar bem."
René, contudo, preferiu diminuir a importância da trapalhada virtual. "Isso é normal. Não podemos nos preocupar com o que o Atlético faz ou diz", comentou.
O treinador, apresentado apenas na sexta-feira, dividiu as glórias da vitória com o auxiliar Édison Borges, responsável por moldar o novo Coritiba, com Pereira na zaga; Mancha e Donizete como volantes; e Ariel de centroavante.
Intrigado com a falha de comunicação, Geninho deve cobrar providências da diretoria. "Eu também usaria. O oba-oba antecipado nem sempre é confirmado."
A assessoria de imprensa rubro-negra alegou que um hacker invadiu e modificou a página do clube.
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Craque
Marcelinho Paraíba
Jogando livre, especialmente no primeiro tempo, o meia-atacante coordenou as principais jogadas de ataque do Coritiba.
Bonde
Netinho
Mais uma atuação ruim. Criticado, vaiado e sacado no intervalo.
Guerreiro
Pereira
Saiu do ostracismo com uma atuação acima da média. Não deu espaço para os atacantes do Furacão.
As chaves do jogo
Trapalhada virtual
O site do Atlético põe no ar antes da partida material falando do título estadual. As informações foram usadas por René Simões na preleção.
René, o iluminadoRené decide ficar no banco de reservas, atendendo a um pedido dos jogadores. Sua presença ao lado do campo motivou ainda mais o time.
Escalações
Geninho errou ao optar por uma formação mais experiente; René e Édison Borges alteraram (bem) o time de Ivo Wortmann.






