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Série B

René foge das projeções para evitar relaxamento

Técnico usa aprendizado do rebaixamento com o Vitória, em 2005, para subir o Coritiba

Quando chegou ao Coritiba, no dia 7 de junho, o técnico René Simões foi questionado sobre seu último trabalho na Série B. Dirigindo o Vitória, em 2005, o treinador não conseguiu evitar o rebaixamento para a Terceira Divisão e só voltou a uma equipe grande agora, no Alto da Glória.

A mancha na carreira é usada de forma positiva por René. "Aprendi mais com aquele rebaixamento do que com qualquer conquista", avisou. O técnico crê que a queda do Rubro-Negro baiano foi na projeção de pontos feita para a classificação entre os oito melhores – na época, a competição não era por pontos corridos.

No Coxa, quando as perguntas são sobre o índice de pontuação necessário para ascender à Série A, René já alertou que nem está pensando no que vai ocorrer daqui a duas rodadas.

Ao contrário da grande maioria dos treinadores e dirigentes, que estipulam metas, às vezes até em troca de premiações, no Alviverde, desta vez, nada do tipo vai existir.

"Só penso no próximo jogo. Me penitencio até hoje pelo que ocorreu no Vitória. Calculamos uma projeção para estar entre os oito, chegamos perto daquilo e relaxamos. Fomos rebaixados", lembrou ele, que terá como próximo adversário exatamente o Vitória, sábado, em Salvador.

No contramão do técnico, os matemáticos têm na ponta do lápis os números necessários para o Verdão retornar à elite do Nacional: chegar pelo menos aos 63 pontos para certeza do acesso de acordo com o site chance de gol (www.chancedegol.com.br).

No ano passado, o Coxa ficou em sexto lugar com 59, enquanto o América – RN (que subiu) e o Paulista (ficou em 5.º) terminaram a competição com 61.

"A minha preocupação é constante. Só vou dizer que estou tranqüilo quando estivermos com oito, nove, dez, sei lá quantos pontos à frente do quinto classificado", advertiu René, que atualmente vê o Coritiba na segunda posição, com 26 pontos, apenas cinco distante do quinto colocado Vitória.

Em 14 rodadas disputadas na Segundona, o time do Alto da Glória obteve oito triunfos, dois empates e quatro derrotas que geraram um aproveitamento de 61,9%.

Baseado no torneio de 2006, quando o último integrante da zona de acesso teve 54%, dá para dizer que as coisas vão bem. Só que no futebol nem sempre a matemática é uma ciência exata.

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