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René Simões voltou do Rio de Janeiro apreensivo. O técnico saiu sem dar entrevistas após a vitória do São Paulo, por 2 a 0, já atrasado para embarcar no voo das 19h10 no Afonso Pena, se desligou do mundo da bola na segunda-feira em encontros familiares, mas logo ao chegar em Curitiba foi assombrado por preocupações.
Basicamente, dois fatos estão tirando o sono do técnico: como será o comportamento do elenco daqui para frente e quem ficará nele após a janela de transferências. O primeiro caso é o mais curioso, pois é uma tensão baseada no crescimento de produção do grupo. O treinador tem medo que, com vários atletas jogando bem, alguns não consigam conviver com a reserva. Por isso começou o "tratamento" de choque ontem mesmo.
"A gente está muito bem servido no elenco. Por isso a tônica da nossa conversa foi essa. Quero ver quem é quem agora. Por que quando se tem apenas 11 jogadores para escolher é mole, tranquilo, todo mundo fica satisfeito. Mas quando há 22 e só se pode escolher 11, é nessa hora que quero ver se é profissional", afirmou o técnico, que para mais de meio time tem duas boas opções, às vezes três.
No caso da ala-esquerda, por exemplo, Carlinhos Paraíba volta de suspensão, mas Douglas Silva e Rodrigo Crasso foram muito bem contra o São Paulo. Outro setor com o mesmo "problema" é a zaga. Felipe pode voltar, mas disputa a vaga com Démerson e Pereira.
"É nessa hora que muito times perdem o rumo, quando a equipe perde a liga no momento em que todo mundo sobe de produção e você tem mais de um numa posição. E o outro como que faz, como vai se comportar? É um problema bom, mas pode ser também muito ruim se o grupo não for profisssional. Vamos ver como reagem."
Já a apreensão com a possibilidade da saída de atletas pelo início da janela parece até um paradoxo quando os reservas vão tão bem quando são utilizados. Mas, no Coritiba, há um atleta insubstituível na opinião de René Simões: Marcelinho Paraíba.
"Saída de jogador preocupa muito, ainda mais o nome que se fala aí. Olha o que o Marcelinho fez na partida. Ele tomou conta do jogo, é um jogador diferenciado", disse o treinador, que logo ao chegar se deparou com as declarações do capitão da equipe sobre propostas do Catar, da Suíça e até da Alemanha. "Ainda vou me inteirar melhor do assunto, mas foi o que li e isso me preocupa muito."







