O técnico René Simões conseguiu fazer as pazes com a torcida ao deixar o gramado do Couto Pereira na noite desta sexta-feira com uma vitória. O placar foi mínimo, mas na classificação o Coritiba assumiu temporariamente a vice-liderança da competição.
Mesmo com a vitória, Simões apontou falhas no time. "Ainda temos que melhorar muito. Conseguimos sair com a bola, mas quando chegávamos na frente prendíamos muito a bola. O que ganhamos de velocidade atrás, perdemos na chegada lá na frente. Temos que corrigir isso". Simões seguiu em sua análise. "Mas nós não fizemos que o jogo ficasse fácil para gente. Com um a mais, temos que jogar o tempo todo abertos. Tem que pressionar a saída lá na frente. Eu falei com eles agora nos vestiários".
O comandante alviverde fez uma analogia em relação ao seu atual momento e trabalho no clube. "É um bebê que está nascendo. O parto foi ha 26 dias e ele ainda vai botar a mão na chapa quente para descobrir que ela queima e é perigosa. Ainda vai cair da escada e aprender que os caminhos são perigosos. Vamos aprender muito ainda. Agora, é inadmissível que um time com dois jogadores a mais trabalhe como trabalhou e sofreu um pênalti contra. Não Pode. Você quer ir pro paraíso, mas não quer morrer. Com nove jogadores não pode correr riscos. Marca homem a homem e ainda sobram dois jogadores".
Ainda conhecendo o elenco, Simões pede calma. "Tudo na vida tem prós e contras. Na queríamos que isso acontecesse, mas todo mundo hoje ta falando do Edson Bastos pelo seu grande desempenho. O Henrique então, que eu vi jogar 15 minutos no treino, olhei para o Vialle e disse para ele que colírio, que colírio. Eu gosto do futebol bonito, ofensivo e com muitos gols".
Sobre a dupla de ataque, René Simões ainda não definiu suas preferências. "Continuo procurando. Não que eles não estejam correspondendo, mas existe uma coisa chamada química, quando um se encaixa no outro. É um casamento mesmo. O Henrique foi bem, mas a bola demorou para chegar. Travamos muito. Temos que trabalhar mais, criar situações de gol. Se você pegar o Gustavo você percebe quantos gols nós perdemos na perna direita dele. Vamos trabalhar para que ele se torne um jogador efetivo com a perna direita".



