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Série B

Repetições fazem a força da bola parada paranista

Dos 20 gols do Tricolor na Série B, cinco surgiram desta forma, fruto do exigente treino de Roberto Fonseca

Fonseca orienta Amarildo: zagueiro é opção nos lances de bola parada | Marcos André Lima/ Gazeta do Povo
Fonseca orienta Amarildo: zagueiro é opção nos lances de bola parada (Foto: Marcos André Lima/ Gazeta do Povo)

Tanto no jogo quanto no treino, a bola parada é uma prioridade no Paraná. Dos 20 gols marcados pela equipe na Série B, cinco saíram dessa forma, incluindo dois nas últimas três partidas. Fruto das inúmeras repetições realizadas pelo técnico Roberto Fonseca.

Nos coletivos, o script já é co­­nhe­­cido. A cada falta próxima à área ou escanteio, ele para a atividade, dá instruções e exige pelo menos três ensaios. Ontem, o destro Rone Dias era quem batia o escanteio pela direita, e o canhoto Lima se encarregava das cobranças pelo outro lado. Enquanto isso, na grande área, o treinador gritava os nomes de Amarildo (1,85 m) e Everton Gar­­roni (1,84 m), duas das principais armas do Tricolor nessa jogada.

Nas 11 primeiras rodadas, a bola parada no Paraná era sinônimo de Welington. Curiosamente, nesse aspecto a equipe não tem sentido tanto a falta do seu principal meia, afastado para se recuperar fisicamente. Na vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma, Lima ba­­teu falta na cabeça de Brinner pa­­ra abrir o placar; no empate com o São Caetano, o lateral-esquerdo cobrou escanteio e, após desvio de Giancarlo, Borebi marcou.

"Nosso time é alto e a bola parada faz toda a diferença, especialmente quando o jogo está difícil, truncado", afirma Lima. A média de altura dos atletas de linha titulares contra o Barueri, amanhã, na Vila, é de 1,82 m.

Substituto de Welington, Rone Dias é a outra opção para servir os companheiros. O meia, porém, sonha mesmo em balançar a rede cobrando direto: "Pro­­cu­­ramos trabalhar bastante a bo­­la parada, que é decisiva. Se tiver a oportunidade, é claro que vou tentar executar e se Deus quiser fazer o gol".

No primeiro semestre, Rone Dias defendeu o Paulista e fez seu único gol no Estadual justamente de falta. Ele costuma ter bom aproveitamento nos treinos. On­­tem, o máximo que conseguiu foi acertar a trave. O único gol oriundo das repetições de Fon­­seca foi no rebote de um escanteio, que acabou em um levan­­ta­­mento e no cabeceio de Garroni.

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