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Brasileiro

Retomada sem traumas

Marcelo Oliveira tenta esquecer a Copa do Brasil e diz – durante passeio na Boca Maldita – que passará o quanto antes ao grupo o novo objetivo: “Com 60% de aproveitamento, vamos à Libertadores”

Marcelo Oliveira em três atos: passeando pelo calçadão da Rua XV, engraxando o sapato (foto 1) e tomando um cafezinho (foto 2) | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Marcelo Oliveira em três atos: passeando pelo calçadão da Rua XV, engraxando o sapato (foto 1) e tomando um cafezinho (foto 2) (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)
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"Parabéns pela campanha", disse rapidamente um jovem torcedor do Coritiba ao se deparar com o técnico Marcelo Oliveira na Rua XV, no Centro de Curitiba, ontem. A frase – quase sempre acompanhada de um aperto de mãos – foi repetida algumas vezes por senhores, crianças e mulheres que passavam pelo local, uma quadra distante do hotel onde Oliveira mora há seis meses.

Entre um pitaco e outro na montagem do time, o comandante do Coxa sentiu que segue apoiado pela torcida após o vice-campeonato da Copa do Brasil e o início ruim no Brasileiro. Foi um "termômetro" – como ele mesmo definiu.

Acompanhado pela reportagem da Gazeta do Povo, Oliveira seguiu o ritual tradicional dos frequentadores da Boca Maldita. Depois de tomar um cafezinho e caminhar pelo calçadão, teve os sapatos engraxados pelo atleticano Floriano Dias. Não ouviu críticas. E se sentiu à vontade para falar do futuro do time.

"O que temos de fazer é continuar jogando da mesma forma, com mesma intensidade de marcação, buscando estar bem posicionados, estruturados e principalmente com a cabeça no lugar. É preciso ter equilíbrio quando você está ganhando e estabelece 24 vitórias numa trajetória de invencibilidade, ou perdendo", disse o treinador.

Necessária anteriormente, a exclusividade dada à Copa do Brasil começa a cobrar seu preço. Com apenas três pontos em quatro jogos na Série A, o clube não vive mais a realidade anterior à decisão. Uma semana atrás, a Libertadores estava a uma partida de distância. Hoje o caminho é composto por mais 34 rodadas.

Para que o sonho de uma vaga na principal competição sul-americana siga vivo para o Alvi­­verde, a meta é ser praticamente perfeito em casa, além de não deixar de conseguir pontos como visitante.

"A gente vai passar nesta se­­mana, inclusive em uma reunião com os jogadores, os índices de Libertadores e Sul-Ame­­ri­­cana dos últimos cinco anos. Se você mantiver uma média de 60%, está dentro", cravou Olivei­­ra, confiante que o trabalho renderá frutos no fim da temporada.

"[A possibilidade] é grande, por tudo o que nós produzimos, pelo momento equilibrado na parte administrativa do clube, pelos jogadores que temos. O trabalho de recuperação está apenas iniciando, vai acontecer mui­­ta coisa. E a perspectiva é boa", cravou o treinador de 56 anos.

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