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Brasileiro

Returno expõe evolução do Coritiba e declínio atleticano

Veja classificação dos times no returno |
Veja classificação dos times no returno (Foto: )

Se fosse levado em conta apenas o segundo turno do Cam­­peo­­nato Brasileiro, Atlético e Coritiba teriam ambições distintas na competição. Nos sete jo­­gos realizados depois da metade do campeonato, o Ru­­bro-Negro é o 18.º, com apenas 7 pontos. Já o Coxa ocupa a 8.ª co­­locação, com 11, só quatro de diferença do líder São Paulo que, tem um jogo a mais – a oita­­va rodada começou com jogo isolado e vitória são-paulina sobre o Náutico, 2 a 1, na quarta-feira.

A posição fracionada da competição não reflete com exatidão a real situação dos dois clubes na disputa, mas mostra uma tendência para as 12 rodadas restantes. Uma previsão que o Furacão tentará de todas as maneiras derrubar na partida contra o Corinthians, amanhã, em São Paulo. E que o Coxa busca consolidar recebendo o Internacional, domingo, no Couto Pereira.

Antepenúltimo da tabela na segunda metade do torneio, os escassos triunfos resumem a queda rubro-negra no período: venceu apenas São Paulo e Sport. De resto, quatro derrotas e um empate. Após a virada do turno, o ataque da Baixada ba­­lançou as redes apenas cinco vezes – é o pior ao lado do Flu­­minense. Fatores insuficientes para abalar as convicções do técnico Antônio Lopes.

"Está dentro do previsto. Ga­­nhamos duas partidas e empatamos uma. Não está fora do esperado. Nesse campeonato é co­­mum o perde e ganha", avalia o Delegado, apostando na recuperação contra o Timão.

No Alto da Glória, a situação é oposta: os números recentes são a válvula propulsora da equipe. Afinal, o Alviverde encerrou o turno inicial em 16.º, só um posto acima da zona de rebaixamento. Se na tabela geral a melhora não foi tão significativa (está em 15.º), no campo a evolução é nítida.

"A equipe se recuperou, o trabalho vem surtindo efeito. Quando assumi estávamos em penúltimo. Olhando só o segundo turno estamos em 8.º e com a mesma pontuação que o 7.º e o 6.º. Mostramos isso aos jogadores. Esperamos ter competência, nesses 12 jogos, para manter esse desempenho", analisa Ney Franco.

Seja no crescimento ou no declínio, as explicações não são esclarecedoras. Pelo lado atleticano, a desculpa para a má campanha no segundo turno é se­quência de jogos fora de casa. As quatro derrotas do returno foram exatamente nos quatro jogos longe da Arena.

"É um momento difícil, contra equipes que estão lá em cima. Traçamos uma meta para fazer entre 4 ou 5 pontos nos próximos três jogos (diante do Timão, do Grêmio e do Inter­­na­­c­­ional)", revela o volante Rafael Miranda.

No Coxa, embora o progresso coincida com a chegada de Ney Franco, na prática os jogadores preferem nem entender o motivo da melhora no aproveitamento.

"Agora estamos mais motivados. Conseguimos buscar pontos importantes. Mas não sei ex­­plicar muito bem a diferença para o primeiro turno. Só sei que o time vem crescendo e muito. E não podemos deixar isso cair", afirma o meia Re­­na­­tinho.

Apesar do desempenho recente da dupla Atletiba ser bem diferente, considerando todo o Brasileirão (é o que realmente vale) os dois têm retrospectos e objetivos semelhantes: nas doze rodadas que restam, com mais cinco vitórias, ambos dificilmente serão rebaixados.

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