
Uma reunião de urgência está marcada para hoje, às 11 horas, na Arena, a fim de desatar novos entraves na instalação da "tampa" do Caldeirão, prevista agora para ser concluída apenas em março de 2015. Mais demorado e mais caro, o teto retrátil se tornou um imbróglio jurídico e técnico, temas do encontro de hoje entre o diretor executivo da Lanik I.S.A, César França, e o presidente rubro-negro, Mario Celso Petraglia.
O representante da empresa embarcou ontem no Canadá trazendo previsões sombrias para obra. Vislumbrada para a Copa do Mundo, a cobertura inédita em estádios no país ficou comprometida por causa dos atrasos na reforma da Arena.
"Praticamente parou tudo. Está muito atrasado. A terceira e a quarta vigas não foram instaladas e isso vai empurrando os prazos. A previsão agora é março. Isso, eu mantendo a minha supervisão. Como o Atlético está fazendo, é inviável", avaliou. Segundo França, o clube não possui equipamentos ideais para a instalação.
Ele criticou os procedimentos efetuados recentemente na instalação. A segunda viga teria sido içada fora dos padrões de segurança, com clima ruim e chuva. "Por isso, um dos nossos três engenheiros já voltou para a Espanha. Se continuar assim, não poderei deixar os meus profissionais expostos ao risco", acrescentou.
A demora também terá impacto nos custos. "Quando nós propusemos fazer a instalação por 418 mil euros, o Atlético foi à Justiça nos acusar de extorsão. Agora, do jeito que estão fazendo, o custo pode chegar a um milhão de euros", prevê o engenheiro da empresa espanhola.
O engenheiro também explicou que os 94 mil euros, depositados em juízo pelo Rubro-Negro para a Lanik supervisionar a obra, corresponderia apenas ao período até 5 de dezembro mesma data do Shooto Brasil, evento de MMA perdido pelo clube pela lentidão da obra.
"Vamos tentar o melhor acordo. Mas o abandono da obra, nossa última medida, não está descartada, pois estamos inseguros com os procedimento do Atlético. O risco é alto", decretou França.



