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Segurança

Reunião e homenagem abrem reação à violência

Pela manhã, polícia, organizadas e clubes discutem clássico de torcida única. À noite, atleticanos prometem manifestação pacífica na Arena

O cruzamento da Westphalen com a Eng. Rebouças, local do atropelamento | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
O cruzamento da Westphalen com a Eng. Rebouças, local do atropelamento (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)

As primeiras reações ao atropelamento do estudante de Direito João Henrique Mendes Xavier Vian­­na, de 21 anos, torcedor do Atlético, e ao vandalismo que marcou o Atletiba de domingo serão manifestadas hoje. Pela manhã, às 9 horas, o comando da Polícia Militar (PM) se reúne com representantes das torcidas organizadas e dirigentes dos três times da capital. O encontro será no Quartel do Comando Geral da PM, no Centro de Curitiba.

A conversa servirá para avaliar a estratégia de segurança usada no clássico (28 ônibus foram depredados) e novas medidas de prevenção que poderão ser tomadas para conter a violência em torno do futebol. A questão de futuros Atletibas com apenas uma torcida voltará à tona – foi discutida antes do jogo no Couto Pereira.

O posicionamento de Atlético e da Torcida Organizada Os Faná­ticos é de apoiar a iniciativa. "Sou favorável à diminuição do espaço destinado aos visitantes. Se os problemas não acabarem, reduzir até chegar a zero", afirma Mar­cos Malucelli, presidente do Fura­cão.

A descaracterização do principal jogo do futebol paranaense, contudo, não é unanimidade no Alto da Glória. Se Tico Fontoura, presidente do Conselho Delibera­tivo é favorável, para Jair Cirino, presidente do clube, "torcida única não resolveria o problema". "A questão é de segurança pública, Ministério Púbico (MP), que vai muito além dos limites do estádio", ressalta. Posição semelhante manifestada pela Império Alvi­­verde, principal uniformizada li­­gada ao Coritiba, que cobra punição aos baderneiros. "Mas se quiserem fazer, estaremos juntos", avisa Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio, chefe da facção.

Para o promotor do MP-PR, Ciro Expedito Scheraiber, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de De­­fe­­sa do Consumidor, tirar a torcida visitante do clássico não é a solução. "A violência não está ocorrendo na saída do estádio, mas em outros pontos da cidade. E proibir uma torcida de ir ao jogo não a im­­pede de estar na rua da mesma maneira, quem sabe reunida no clube para ver a partida por um telão. Pode ser até pior", argumenta. "Quem está predisposto a brigar vai fazer da mesma forma. É um problema cultural", conclui.

À noite, antes da partida entre Atlético e Santos, às 19h30, na Arena, um grupo de torcedores do Rubro-Negro, integrantes da comunidade do clube no Orkut, pretende entrar em campo com uma faixa em apoio a João Henri­­que. "Vamos pedir Justiça e paz", diz Thiago Vilas Boas, um dos idealizadores. Já para o dia 7 de no­­vembro está sendo programada uma passeata com saída prevista para as 10 horas, na Boca Maldita. Os manifestantes passarão pelos três estádios de Curitiba.

"Queremos a presença de torcedores do Atlético, Coritiba e Paraná unidos pela paz", convoca Vilas Boas.

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