Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Luta

Revanchismo embala os brasileiros no octógono

Anderson Silva e Maurício Shogun encaram algozes esta noite na arena carioca do UFC, campeonato mundial de artes marciais mistas

Anderson Silva e o japonês Yushin Okami durante evento na véspera dos combates do UFC. Um defende “seu legado”; outro lutará “por respeito” | Wander Roberto/ UFC
Anderson Silva e o japonês Yushin Okami durante evento na véspera dos combates do UFC. Um defende “seu legado”; outro lutará “por respeito” (Foto: Wander Roberto/ UFC)

Lembranças de 20 de janeiro de 2006 e de 22 de setembro de 2007, marcantes para dois lutadores paranaenses, entrarão no octógono do Ultimate Fighting Cham­­pionship (UFC) hoje à noite, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

Protagonistas da segunda edição brasileira do principal campeonato de artes marciais mistas (MMA), Anderson Silva (paulista radicado no Paraná) e o curitibano Maurício Shogun Rua, mesmo em momentos distintos de suas carreiras, têm uma oportunidade em comum contra os desafiantes Yushin Okami e Forrest Griffin. É a hora da revanche.

Derrotado pelo japonês há cinco anos em uma decisão controversa – desqualificação por chute ilegal – em torneio realizado no Havaí, Silva vê no novo confronto a possibilidade de continuar sua hegemonia no UFC. Desde o revés, o lutador de 36 anos não perdeu mais em 14 duelos, oito deles defendendo o cinturão dos pesos médios. Foi o início da trajetória para se tornar uma lenda do MMA.

"Quando lutei com Okami, não tinha grande experiência no cage [ringue com grades]. Agora tenho experiência, técnica, finalização...", elenca Silva, sem citar que não costuma se dar bem contra japoneses – perdeu para Ryo Chonnan e Daiju Takase no início da carreira.

Um ano e nove meses depois de ver seu antigo companheiro de academia Chute Boxe lamentar, Shogun também sentiu o dissabor da derrota logo em sua estreia no UFC. Com um mata-leão, foi finalizado por Griffin em Anaheim, na Califórnia.

"Com certeza foi uma derrota muito amarga. Saí muito chateado [do ringue]. Mas treinei bastante para superar. Vou lutar bem e superar tudo", espera o ex-campeão dos meio-pesados, que soma três vitórias e duas derrotas após ser parado pelo americano.

A última, para Jon Jones, não só decretou a perda do cinturão como também escancarou que o brasileiro não passava pela melhor fase da carreira, ao contrário do que fez no Pride ou, mais recentemente, quando nocauteou Chuck Lidell em 2009.

"Espero que não seja esse o cara que vai aparecer [Shogun 100%], mas tenho de estar preparado para ele", diz o rival.

Mas para mostrar que está de volta à velha forma ou para aumentar a maior supremacia do esporte, Shogun e Anderson Silva terão de encarar os dois lados da moeda de lutar em casa. O UFC não era realizado no país desde 1998, o que dá dimensão do apoio, mas também da pressão hoje à noite.

"É 50 a 50 [pressão e apoio]. Todo mundo fala comigo e me pergunta se estou pronto. Estou pronto e empolgado", garante Silva. "Tem as duas coisas, mas espero não contar a parte da pressão", admite Shogun.

Com ou sem pressão, cada um com sua motivação, tudo leva a crer que as revanches serão de arrepiar. "Anderson Silva está lutando por seu legado. Yushin Okami está lutando por respeito. Griffin e Shogun vai ser uma guerra. Acho que vai ser bom", fecha Dana White, presidente do UFC.

Ao vivo

A RedeTV! transmite o card principal do UFC Rio a partir das 22h. A programação do SporTV inicia às 21h, com algumas lutas preliminares. O canal pago Combate começa a transmissão às 18h e mostrará todos os duelos.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.