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Renan, quando tinha apenas 10 anos, jurou ao avô (já falecido) que chegaria à seleção brasileira | Valterci Santos/Gazeta do Povo
Renan, quando tinha apenas 10 anos, jurou ao avô (já falecido) que chegaria à seleção brasileira| Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo

Atleticanas

Bate-boca

Antônio Lopes corre o risco de ser suspenso pelo STJD. No intervalo do jogo entre Atlético e Flamengo, ele bateu boca com o auxiliar Altemir Hausmann. "Dependendo do que for relatado na súmula, a situação dele pode piorar. Se ele alega que foi agredido, que apresente uma queixa no tribunal", falou o procurador-geral do órgão, Paulo Schimitt. O advogado Domingos Moro parece tranquilo na defesa. "Certamente as coisas ficarão um pouco mais tranquilas com o BO".

Jogar o Mundial sub-20 pela se­­­­leção brasileira é muito mais do que uma realização profissional para o volante Renan, do Atlé­­­­­­­­­tico. Orgulho da família Ro­­­dri­­gues da Silva, o jogador vai con­­­­cretizar um sonho desenhado na infância ao lado do avô.

Companheiro do neto quando o assunto era futebol, o Seu Orelino – falecido no ano passado – ganhou do garoto uma promessa de que um dia atuaria com a camisa amarela. Parte do com­­­­promisso já foi cumprido em um torneio na Venezuela e numa série de amistosos. Agora, falta a competição oficial e o desejo de ainda chegar à seleção principal.

"Eu tinha uns dez anos e o Brasil perdeu feio nem me lembro para quem. Estava todo mundo triste. Eu cheguei para o meu avô e disse: ‘Pode deixar que um dia vou jogar na seleção’", conta o volante, natural de Lon­­drina. "Tenho certeza de que onde ele estiver estará torcendo por mim", afirma.

Prestes a completar 20 anos (no dia 9 de outubro), Renan apresenta-se hoje para o início da preparação na Granja Co­­­­mary, em Teresópolis. O Mundial ocorre de 27 de setembro a 16 de outubro, no Egito.

Oportunidade única e que chegou de última hora para o atleticano. Outros jogadores do clube, como o lateral-direito Raul, o meia Gabriel Pimba e o lateral-esquerdo Alex Sandro, foram seguidamente convocados pelo técnico Rogério Lou­­­renço, mas ficaram fora da lista mais importante. Já Renan, teve apenas duas oportunidades e caiu nas graças do treinador.

Crédito que o garoto não de­­­­posita apenas no bom desempenho apresentado nas chances que teve. O estilo comunicativo, falante e de liderança em campo também fez a diferença.

"Você tem de ter sempre um algo a mais. Não basta só jogar. Tem de ter algo extra campo", diz ele, muito bem articulado nas entrevistas, revelando ainda ter o desejo de fazer faculdade de fisioterapia ou educação física. "Por enquanto é difícil conciliar com o futebol. Mas assim que possível quero fazer", explica.

Na seleção, a disputa pela posição de titular será com o capitão Sandro, do Internacional (também da seleção principal) e com Maylson, do Grêmio. Após ter duas lesões que o atrapalharam no Furacão, Renan espera não conviver mais com as contusões. O desejo é de firmar-se definitivamente no Rubro-Negro após o Mundial.

"No ano passado tive uma distensão no músculo adutor da coxa esquerda e nesse ano um problema na panturrilha esquerda. Mas quando tive sequência de jogos, virei titular", lembra, com a personalidade de quem está buscando o espaço.

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