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Pré-Olímpico

Revés não tira o otimismo do Brasil

Seleção masculina de basquete perde a final do Pré-Olímpico para a Argentina, mas comemora saldo positivo e vaga em Londres-2012

Marcelinho Huertas tenta parar Fabricio Oberto (de azul): rivalidade e emoção até o último segundo da final contra a Argentina | Maxi Failla/AFP
Marcelinho Huertas tenta parar Fabricio Oberto (de azul): rivalidade e emoção até o último segundo da final contra a Argentina (Foto: Maxi Failla/AFP)

Final é sempre tensa, ainda mais quando envolve Brasil e Argentina, certo? Nem sempre. Ontem, os argentinos levaram a melhor e ficaram com o título da Copa América de Basquete Masculino ao vencer os brasileiros por 80 a 75, em Mar del Plata.

Como o principal objetivo das duas seleções – a vaga na Olimpíada de Londres, em 2012 – já havia sido conquistado no sábado, a decisão no ginásio Islas Malvinas começou com um clima menos tenso do que a ocasião exigiria. Mas não por isso menos emocionante.

Nas semifinais, um dia antes, os brasileiros eliminaram a República Dominicana, e os argentinos Porto Rico. Quebrado o jejum de 16 anos sem participar de uma edição de Jogos Olímpicos, o time nacional comemorou madrugada adentro e cumpriu a promessa feita no início da competição: os jogadores cortaram os cabelos no estilo moicano. Fugiram do acordo apenas Mar­­celinho Machado, Guilherme Gio­­van­­noni e Marquinhos.

Do lado argentino, havia o compromisso de se redimir com a torcida: a única derrota que teve durante toda a Copa América foi para o Brasil (73 a 71) na fase de grupos.

O Brasil chegou a ficar na frente do placar no tempo final, mas os hermanos se aproveitaram do nervosismo rival para reverter o placar. Os destaques, pelo lado argentino, foram o pivô Luis Scola, com 32 pontos e o ala-armador Manu Ginóbili foi o MVP do campeonato.

Para o time comandado pelo argentino Rubén Magnano, agora, é pensar no futuro, celebrando boas notícias, como a afirmação do pivô Tiago Splitter e do armador Marcelo Huertas. Ambos são destaques da escola espanhola do basquete, em que primar pela defesa é fundamental, e tiveram papel importante na consolidação do sistema de marcação imposto pelo técnico Rubén Magnano, um argentino que atravessou a fronteira.

Agora, o foco é a Olimpíada, que servirá como rito de passagem para a seleção, que mescla uma geração de "trintões" – que conviveu com um jejum de três ciclos olímpicos – com atletas mais jovens, a renovação ne­­cessária para o Rio-2016. "Será histórico poder encerrar a trajetória na seleção com a Olim­­píada", disse o ala Alex, 30 anos.

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