
Final é sempre tensa, ainda mais quando envolve Brasil e Argentina, certo? Nem sempre. Ontem, os argentinos levaram a melhor e ficaram com o título da Copa América de Basquete Masculino ao vencer os brasileiros por 80 a 75, em Mar del Plata.
Como o principal objetivo das duas seleções a vaga na Olimpíada de Londres, em 2012 já havia sido conquistado no sábado, a decisão no ginásio Islas Malvinas começou com um clima menos tenso do que a ocasião exigiria. Mas não por isso menos emocionante.
Nas semifinais, um dia antes, os brasileiros eliminaram a República Dominicana, e os argentinos Porto Rico. Quebrado o jejum de 16 anos sem participar de uma edição de Jogos Olímpicos, o time nacional comemorou madrugada adentro e cumpriu a promessa feita no início da competição: os jogadores cortaram os cabelos no estilo moicano. Fugiram do acordo apenas Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni e Marquinhos.
Do lado argentino, havia o compromisso de se redimir com a torcida: a única derrota que teve durante toda a Copa América foi para o Brasil (73 a 71) na fase de grupos.
O Brasil chegou a ficar na frente do placar no tempo final, mas os hermanos se aproveitaram do nervosismo rival para reverter o placar. Os destaques, pelo lado argentino, foram o pivô Luis Scola, com 32 pontos e o ala-armador Manu Ginóbili foi o MVP do campeonato.
Para o time comandado pelo argentino Rubén Magnano, agora, é pensar no futuro, celebrando boas notícias, como a afirmação do pivô Tiago Splitter e do armador Marcelo Huertas. Ambos são destaques da escola espanhola do basquete, em que primar pela defesa é fundamental, e tiveram papel importante na consolidação do sistema de marcação imposto pelo técnico Rubén Magnano, um argentino que atravessou a fronteira.
Agora, o foco é a Olimpíada, que servirá como rito de passagem para a seleção, que mescla uma geração de "trintões" que conviveu com um jejum de três ciclos olímpicos com atletas mais jovens, a renovação necessária para o Rio-2016. "Será histórico poder encerrar a trajetória na seleção com a Olimpíada", disse o ala Alex, 30 anos.



