Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paraná

Revolução paranista fica só no papel

Veja há quantos anos os principais membros da chapa vencedora trabalham no time |
Veja há quantos anos os principais membros da chapa vencedora trabalham no time (Foto: )

Eleita em 11 de novembro, a Revolução Paranista ficou mesmo só no batismo da chapa. A "nova" diretoria do Paraná que irá tomar posse hoje, às 20 ho­­ras, na sede da Av. Kennedy, não apresentará transformação radicial como poderia se supor. Para os próximos dois anos, o Tri­­color estará nas mãos das mesmas pessoas.

Dos 14 nomes do Conselho Di­­retor, encabeçado pelo presidente Aquilino Romani, 11 compuseram a gestão que se encerra agora, presidida por Aurival Correia. Há, pelo menos por en­­quanto, somente uma novidade: o retorno de Aramis Tissot, primeiro presidente do clube.

Única alteração na "diretoria oficial" – ele deve acumular a vice-presidência de marketing –, Tissot é também o representante que sobrou dos responsáveis pelo lançamento da chapa Revolução Paranista. Criada por um grupo de tricolores notáveis, a alternativa acabou engolida pela situação.

"Fomos eleitos de forma democrática pelos sócios, as eleições aconteceram sem problemas. Sempre há gente que acha que é preciso ter renovação. Porém, no momento de pe­­gar no pesado, quase ninguém aparece. E esse é o grupo que pôs o clube em ordem", comenta Romani.

Sobre os critérios que utilizou para formar a diretoria, ele explica: "É claro que pensamos na afinidade para a composição. Além disso, tem de ser gente que tenha tempo para se dedicar, já que não há remuneração. Acredito que estamos bem servidos."

Para o presidente, a renovação do clube acontecerá em dois pontos. Primeiro, com novas ideias de administração, em especial na captação de recursos, maior dificuldade do Tri­­color. Depois, em possíveis mu­­danças dos diretores de área do social (o Paraná tem, por exemplo, diretores de baseball, bolão e natação).

"Temos pessoas experientes e projetos ambiciosos. Atrair di­­nhei­ro é a nossa principal missão", afirma Renê Bernardi, que continua como vice de patrimônio.

Continuidade na Vila Capa­­nema que não se verifica apenas neste momento. É algo que se tornou comum a partir de 2004, com a chegada ao poder de José Carlos de Miranda. Ao lado do ex-presidente, estavam Aurival Correia, Aquilino Romani, Már­­cio Souza Villela e Waldo­­miro Gayer Neto.

De lá para cá, eles nunca deixaram o Durival Britto e prosseguem com Romani. Ao que tu­­do indica, a história do grupo não deve se encerrar neste biênio que está por vir. Nos bastidores do Paraná, Gayer Neto é visto como o melhor nome do grupo para ser o "presidente do futuro".

O novo segundo vice-presidente nega a intenção, embora re­­conheça a "pressão". "Quan­­do eu entrei no conselho, meu pensamento era ser presidente. Que­­ria entender como funcionava o clube, as coisas que não sabia quando estava de fora. Pude ver que é bem diferente e complicado. Então, não tenho mais essa ambição", diz Gayer.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.