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A festa em casa

Rio improvisa feriado para comemorar sede olímpica

Centenas de pessoas vão a Copacabana celebrar o anúncio, em uma festa repleta de expectativa e emoção

Futebol, mulher bonita e samba nas areias de Copacabana: uma festa tipo exportação  para comemorar a indicação do Rio a sede olímpica | Sergio Moraes/Reuters
Futebol, mulher bonita e samba nas areias de Copacabana: uma festa tipo exportação para comemorar a indicação do Rio a sede olímpica (Foto: Sergio Moraes/Reuters)
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Rio de Janeiro - O Rio parou para ver e comemorar a escolha da cidade como sede dos Jogos de 2016. Centenas de pessoas se acotovelavam ao longo do trecho de dois quilômetros do calçadão de Copacabana reservado pa­­ra a festa do anúncio em Cope­nhague. Eram homens, mulheres e crianças em um vaivém alegre, ves­tindo cangas, lenços e camisetas com a estampa do Brasil e os dizeres: "Eu quero! Rio 2016".

Assim que a capital fluminense – que ontem teve ponto facultativo – foi anunciada como sede, um bandeirão com a figura do Cristo Redentor foi estendido no palco. Foi o ápice da comemoração.

"Deu uma emoção. Vi gente cho­­rando quando ouvimos a confirmação", afirmou o representante farmacêutico Fábio Curi, 22 anos. Ele é mineiro, mas mora em Cascavel desde o início do ano e aceitou o convite de um amigo para vir ao Rio assistir à festa.

Ele acredita que vai ser bom para o Brasil. O Rio de Janeiro, principalmente, tem um povo acolhedor e com muitas atrações. Mas, ele lembra que será preciso cuidar com o "jeitinho brasileiro de ser".

Os estudantes do ensino fundamental Kamila Gama, 17 anos, e Luan Assis, 19, moradores da zona norte da capital fluminense, pularam animadamente após a divulgação do resultado. Eles e a amiga Ga­­­briela Pimentel, 19, ouviram a gritaria e saíram do shopping onde estavam. De casaco e tênis, não se importaram com a areia e entraram na dança.

"Estávamos competindo com ci­dades do primeiro mundo. Tinha fé, mas...", diz Ga­­­briela. "A vantagem é que teremos oportunidade de conseguir emprego", acrescenta.

Quem gostou e muito da festividade foi o vendedor ambulante Alexandre Garcia Martins, 39, há 16 anos figura típica do posto 8 de Copacabana. Morador de Nova Iguaçu, vem todos os dias vender cangas na beira da praia. Sem quebrar a rotina, Martins esteve andando pelo meio da multidão oferecendo seu produto. Em duas horas, vendeu dez cangas com estampa da bandeira do Brasil. A média do dia inteiro é vinte.

"Vai ser maravilhoso porque teremos muito turista", antecipa ele, projetando lucros ainda maiores daqui a sete anos.

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