
Um sobe, o outro desce. Em 11 rodadas no Campeonato Brasileiro, essa é a lógica da comparação do desempenho de Atlético e Coritiba: ritmo igual ao de uma gangorra.
Os rivais que se enfrentam domingo, às 16 horas, na Arena, começaram se revezando na lanterna da competição (entre a 2ª e 5ª rodadas), depois alternaram a defesa mais vazada do Nacional e agora disputam a cada partida quem fica mais longe da zona de rebaixamento. Normalmente, quando um consegue respirar o outro volta ao sufoco.
Há uma explicação, de certo modo simples, para a alternância. Não diz respeito à qualidade dos elencos, mas a um fator mais psicológico: o mando de campo.
Se em casa ultimamente o aproveitamento da dupla melhorou, como visitantes os rivais seguem devendo um bom futebol. Ambos venceram só uma vez como visitante e, coincidentemente, por 1 a 0, no Recife o Furacão diante do Sport e o Alviverde contra o Náutico.
"Não importa se é dentro ou fora de casa. Nós temos de pontuar a todo custo. Não estamos em situação boa", comenta o meia-atacante da Baixada Wesley, que não joga domingo por ter recebido o terceiro amarelo. "Estamos fazendo o dever de casa, mas agora temos de começar a entender como ganhar fora", diz René Simões, que chegou até a pedir um perfil psicológico do grupo alviverde.
Há ainda outro ponto em comum nas campanhas irregulares de Coxa (12º colocado com 13 pontos) e Furacão (14º com 11). A dupla costuma endurecer e triunfar justamente contra adversários de maior tradição. Quando a camisa contrária não tem tanto peso, a derrota tem se tornado cotidiana.
Foi assim para os atleticanos frente a Vitória, Timbu e Santo André. Já com os alviverdes, o complexo apareceu diante do Ramalhão, do Goiás e do Barueri.
Ao menos nesse ponto, o Atletiba deve funcionar de forma oposta em ambas as equipes. O primeiro encontro entre os rivais neste Brasileiro é uma espécie de tira-teima para acabar com essa igualdade negativa. Afinal, os 85 anos de história do confronto não permitem deslizes.
"O clássico é diferente. Mexe com a cidade e com as torcidas. Sabemos que um resultado positivo traz mais tranquilidade, é atrás disso que vamos", diz o volante Chico. "Será um dos clássicos mais pegados que já tivemos. Quem for 99% não ganha. Será necessário 100%", finaliza René.



