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Lamentação

Rivais juntam os cacos após pênaltis perdidos e eliminação precoce

Bola na trave aos 47 do segundo tempo deixa coxas-brancas pasmos, mas a ordem no clube é não descuidar no Paranaense

Marcos Aurélio se tornou o principal personagem na eliminação do Coritiba da Copa do Brasil: pênalti acertou a trave | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Marcos Aurélio se tornou o principal personagem na eliminação do Coritiba da Copa do Brasil: pênalti acertou a trave (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)
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No dia a dia de uma pessoa co­­mum, muitas coisas que acontecem são difíceis de explicar. Faltam palavras ou elas não são suficientes. No futebol, isso também é verdade, e perder um pê­­nalti aos 47 minutos do segundo tempo de um confronto decisivo faz parte dessa lista. Por isso o dia seguinte ao jogo com o Avaí foi da mais pura ressaca no CT do Coritiba. A derrota e a eliminação na Copa do Brasil dentro de casa, com requintes de crueldade para o torcedor, deixaram pasmos atletas e dirigentes.

Foi difícil aceitar que, depois de um início de ano em alta, o Coxa deu adeus tão precocemente à competição que tinha um gos­tinho de Série A. Grêmio? Flu­mi­­nense? Nada. A realidade é o jo­­go de amanhã, contra o Para­na­­vaí. "Isso faz parte", comentou o diretor José Fernando Macedo, um dos homens-chave no futebol coxa-branca: "Se você só ganha, não vê onde está errando. A derrota vai nos ajudar a ver aonde ainda o clube necessita de fortalecimento no grupo. Isto é o futebol".

Entre os jogadores, um clima estranho depois das cobranças de Bill sobre Marcos Aurélio. Ambos perderam pênaltis nos últimos jogos e demonstraram uma certa rivalidade. Problema para Ney Franco resolver. "É que o Bill está com aquele necessidade de fazer gols e o artilheiro vive disso. Mas não tem rusga não", afirma Ma­­cedo. O ataque, aliás, tem sido o problema do time. Nos últimos oito jogos, apenas seis gols. E se o Estadual, com as benesses do regulamento, tem dado permissão para esse desempenho, a Série B não deve ser tão benevolente.

"Nós estamos tranquilos com o planejamento realizado", disse Vílson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube. "Evidente que na continuidade o Coritiba vai precisar de algumas peças para reforçar o elenco. Não é uma derrota que vai mudar o planejamento", garantiu. O foco passa a ser o Estadual, para onde também se direcionarão as cobranças da torcida. "Nós vamos terminar o Paranaense com esses jogadores que aqui estão", confirmou o volante Andrade, que recebeu o apoio de Macedo. Para ele, a diretoria está atenta. "Com certeza (o título estadual) não vai nos enganar. Na realidade sempre foi assim, um laboratório para o Brasileiro".

O clube procura um lateral, um volante e um meia.

Se a torcida bradou "vergonha!" contra a eliminação precoce do time, a diretoria também cobrou a participação dos fãs.

"Quero chamar os verdadeiros coritibanos a se associar. É a única maneira de administrar o clube", pediu Macedo. "A folha do Inter é R$ 4,2 milhões mas eles têm 90 mil sócios. No rebaixamento, caímos para 2,5 mil sócios por culpa de alguns irresponsáveis", cobrou.

O dirigente assumiu que a eliminação ultrapassa o âmbito desportivo: "Esse dinheiro se passássemos de fase seria muito bem-vindo", referindo-se aos R$ 230 mil da premiação. Resta saber onde e como o Coxa vai procurar o tempo perdido.

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O que Coritiba e Paraná têm de fazer para entrarem na disputa da Série com chances reais de subir para a Série A?

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