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Série B

Roberto Cavalo chega e avisa: “Quem não estiver a fim, está fora”

Apresentado oficialmente neste sábado, novo técnico do Paraná Clube dá recado aos jogadores que só vai trabalhar com quem estiver comprometido em afastar o Tricolor do risco de rebaixamento à Série C. Para ele, retorno à elite em 2009 é impossível

Roberto Cavalo assumiu o comando do Paraná Clube neste sábado. Técnico estreia diante do Juventude na terça-feira | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Roberto Cavalo assumiu o comando do Paraná Clube neste sábado. Técnico estreia diante do Juventude na terça-feira (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)
Roberto Cavalo, ao lado do presidente do Paraná, Aurival Correia (esq), cumprimenta profissionais da imprensa na Vila Capanema |

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Roberto Cavalo, ao lado do presidente do Paraná, Aurival Correia (esq), cumprimenta profissionais da imprensa na Vila Capanema

Sem reforços e com contrato de três meses, Roberto Cavalo fará da motivação a sua principal arma para evitar o vexame do rebaixamento do Paraná Clube à Série C do Brasileiro. O treinador, contratado para o lugar de Sérgio Soraes, que trocou o Tricolor pelo Santo André, foi apresentado na tarde deste sábado na Vila Capanema.

Logo no primeiro contato com a imprensa Cavalo avisou: "Quem não estiver a fim, não honrar a camisa do Paraná Clube, está fora dos planos". A estreia do treinador no Paraná será na próxima terça-feira diante do Juventude (15), na Vila Capanema. O recado do treinador de 46 anos faz eco ao pensamento da diretoria paranista. Restando 14 rodadas para o término da Série B, o técnico admite que o acesso à Primeira Divisão não passa de sonho. Contudo, ele promete resgatar o orgulho da torcida paranista. "Vamos brigar até o fim para colocar o Paraná entre os primeiros. Não faltará empenho. Mas acesso não dá. Temos 28 pontos, 12ª colocação, e estamos muito longe dos líderes", emenda. – o líder Vasco, que derrotou o Paraná na última sexta-feira, já soma 46 pontos. O Ceará, o último que teria vaga na elite em 2009 já tem 40.

Além dele, desembarcou no Durival Britto Robélio José Scheneiger, o Cavalinho, irmão do treinador natural de Carazinho-RS. "Eu costumo fazer uma limpa na comissão técnica quando chego a um clube. Porém, desta vez, preferi trabalhar com todos eles que já estão aqui. Quero ouvir os conselhos do Ageu (auxiliar técnico, que comandou o time diante do Vasco) e todos os membros da comissão. Porque o Roberto Cavalo não decide sozinho e o Paraná já tem essa estrutura permanente", garante.

Treinador enérgico

Após a fracassada investida para tirar Marcelo Veiga do Bragantino, o presidente paranista Aurival Correia descreveu o postulante ao cargo. "Tem de ser um treinador enérgico para chacoalhar o elenco."

Estaria então algum atleta fazendo "corpo mole" e atrapalhando o desempenho time na Série B? Cavalo acredita que não. No entanto, ele admite que a postura de cada jogador do grupo precisa mudar nas rodadas finais da competição. "Temos um bom grupo. Nas partidas que acompanhei, vi um time com qualidade que poderia estar brigando pelo G-4", avalia o treinador. Mas, por que não está? Roberto Cavalo responde: "Talvez seja a maneira de trabalhar. Precisamos saber o que se passa com cada atleta. Do grupo que temos conheço o Wellington Silva, o Adriano e o Wando, por exemplo. São jogadores que se deram bem em outros clubes, mas que precisam ser encaixados no Paraná."

Para fazer essa adaptação, o técnico já disse que não tem esquema tático predileto. Com ele, jogará quem estiver em melhores condições técnica e tática. "Se tiver três atacantes em boas condições, jogam os três. Não vou abrir mão de um talento por causa de um sistema de jogo. Lógico, pode haver adaptações de acordo com o adversário, mas não é nada definitivo", afirma.

Especialista em Série B

Roberto Cavalo não esconde de ninguém que se considera um especialista em Série B. O técnico já dirigiu diversos clubes espalhados pelo Brasil. Começou a carreira no Avaí, em 1998, e seu último clube foi o Confiança, de Sergipe.

Apesar dos 11 anos de experiência como treinador, ele admite que não esteja num bom momento na carreira. "No ano passado, treinei o Bahia e foi momento mais complicado da minha carreira. Eu tinha problemas no elenco, a parte financeira do clube era delicada e o time não dava uma resposta. Considero a chance de treinar o Paraná um sonho, um recomeço", diz, Cavalo, que já vestiu a camisa do Atlético Paranaense na década de 1980.

Apesar da fase sem conquistas (o último bom momento foi título paraense a frente Paysandu), ele não vê problema em ser considerado um especialista em Segunda Divisão. Foi nessa competição que o trabalho dele ganhou destaque. "Conheço muito bem a Série B. É um campeonato nivelado. Não gosto de prometer as coisas, mas acredito que podemos tirar o Paraná dessa situação", finalizou.

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