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Brasileiro

Rubro-Negro esvazia "guerra" com Petraglia

Orientados pelo clube, jogadores evitam falar sobre a lista com os salários do elenco publicada pelo ex-presidente na internet

Wendel (à dir.) e Cléber Santana aguardam para conversar com a imprensa : poucas palavras sobre a polêmica com Petraglia | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Wendel (à dir.) e Cléber Santana aguardam para conversar com a imprensa : poucas palavras sobre a polêmica com Petraglia (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

A divulgação dos salários dos jogadores do Atlético na internet feita pelo ex-presidente Mario Celso Petraglia, candidato da oposição na eleição marcada para dezembro, irritou o mandatário do clube, Marcos Malucelli, mas não teve o impacto negativo esperado no elenco. Ao menos é o que garantem os atletas, que continuam trabalhando em harmonia, apesar da saia-justa criada por Petraglia.

Orientados, os jogadores evitaram repercutir a polêmica. O único jogador que falou do caso foi o volante Wendel – emprestado pelo Palmeiras e com parte dos vencimentos pago pelo clube paulista. "Estamos todos sabendo, mas isso não atrapalhou em nada o nosso trabalho. Estamos espertos e somos experientes para lidar com o que acontece fora de campo. Mas claro que não gostamos. É invasão de privacidade e até [afeta] a segurança das nossas famílias", afirmou ele, que é reserva no Rubro-Negro.

Wendel, porém, não quis comprar briga com Petraglia, a quem chamou de "grande dirigente", deixando a questão a cargo da diretoria. "Não queremos polemizar. A diretoria tem sabedoria para agir nesse momento. Já passou e agora quem toma as providências é a nossa diretoria", fechou.

O técnico Antônio Lopes também descartou qualquer tipo de impacto negativo no elenco. "Acredito que não tenha atingido [os jogadores] porque não ouvi comentário nenhum en­­tre eles no vestiário. Estou sempre de antena ligada e não ouvi nada. Ninguém também veio falar comigo. Tenho a im­­pressão de que passou despercebido", comentou.

Ontem, um dia após ter liberado a lista, Petraglia tentou se justificar, atacando novamente a atual gestão do Atlético, liderada por Marcos Malucelli, e reforçando a ideia de que a diferença salarial tem atrapalhado o time – o que, segundo ele, ex­­plicaria a péssima colocação no Brasileiro (18.º) e a consequente briga para fugir do re­­baixamento.

"Desníveis muito grandes no primeiro item de motivação profissional que é o ganho mo­­ne­­tário, desune, desagrega e traz sérios problemas de falta de espírito de corpo e sinergia para o trabalho e resultados de equipes e grupos!", comentou ele, também por meio da internet.

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