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Paranaense

Safira transforma Estadual em bolsa de valores pessoal

Meia-atacante de 28 anos virou figurinha carimbada no Paranaense e quer aproveitar a nova temporada para deslanchar

Safira já disputou seis temporadas no Paranaense, mas ainda busca uma valorização | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
Safira já disputou seis temporadas no Paranaense, mas ainda busca uma valorização (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)

O próximo rival do Coritiba tem uma arma nada secreta nas mangas. Desde 2005, com uma trégua em 2006, o nome de Safira sempre esteve ligado ao Campeo­­nato Pa­­ranaense. O meia-atacante de 28 anos, que acaba de emplacar sua se­­gunda temporada no Co­­rin­­thians-PR, já defendeu em gramados estaduais o En­­ge­­nheiro Beltrão, o Cia­­norte, o Roma e o To­­ledo, clube pelo qual conquistou o acesso na segundo semestre de 2011. Agora, quer aproveitar a nova chance na capital para deslanchar.

"O Corinthians tem uma estrutura muito boa e podemos fazer um bom campeonato, aparecer bem. É um momento muito importante para estar aqui na capital", disse o experiente jogador, titular na goleada por 4 a 1 na estreia com o Rio Branco. Ele ainda torce por uma grande oportunidade na carreira – e aposta as fichas em um bom rendimento no Estadual para ser valorizado no mercado. "Espe­­ro que suba a cotação de Safira neste Paranaense", completou, brincando com o sobrenome que remete a uma pedra preciosa.

Anderson Pelegrini Safira é natural da pequena Terra Boa, cidade de 15 mil habitantes perto de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná. Foi lá, meio que por imposição, que surgiu seu nome de guerra nos gramados. "Na minha cidade é costume chamar pelo sobrenome, logo, é assim desde a infância. Não é muito comum este nome no futebol, mas estou acostumado", contou.

No Alvinegro do Barigüi, Safira tem grande expectativa para a temporada, ainda mais depois dos problemas de 2011, em que o time flertou com o rebaixamento. "Esperamos conquistar a vaga na Série D e ficar entre os grandes", prometeu.

Uma competição nacional não seria novidade para o jogador, que defendeu o Engenheiro Beltrão em uma Série C, quando ela era a última divisão do país, e o Costa Rica-MS na Série D. "É importante se destacar para conseguir jogar um Brasileiro, mas se não der certo, posso jogar tranquilamente uma Se­­gundona Esta­­du­­al", disse, com a ex­­periência de quem vive há anos na ponte entre os vários níveis do futebol doméstico.

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