
Juntamente com as primeiras passadas de José Teles de Souza e Geovane de Jesus Santos na maratona, prova que abre o Mundial de Atletismo do Japão, hoje, a partir das 19 horas (de Brasília), em Osaka, o Brasil começa a caminhada para tentar quebrar o recorde de três medalhas conquistas em Sevilha-99. A competição contará com a presença de 1.981 atletas de 203 países (43 brasileiros).
Esperanças não faltam. Jadel Gregório, dono das duas melhores marcas em 2007 no salto triplo (17,9 m e 17,7 m); Maurren Maggi, 5.ª no salto em distância (6,94 m); Keila Costa, 8.ª também no salto em distância (6,88 m); e Fabiana Murer, 10.ª no salto com vara (4,60 m) são os principais candidatos a repetir os pódios de Sanderlei Parrela (prata no 400 m), Cluadinei Quirino (prata no 200 m) e do revezamento 4x100 m há oito anos.
Do quarteto é Jadel Gregório quem tem mais chances de voltar do Oriente com uma medalha dourada pendura no pescoço. Além de liderar o ranking da temporada, o triplista contou com uma ajudinha do destino, que afastou o campeão olímpico e mundial Christian Olsson do caminho do paranaense o sueco não se recuperou a tempo de uma lesão no tendão da perna esquerda.
Campeã pan-americana depois de ficar mais de dois anos afastada por doping, Maurren Maggi usa o ótimo retrospecto recente que chegou a lhe valer a liderança do ranking mundial para pensar em título em dez edições do campeonato nenhuma brasileira conseguiu subir no pódio. "Quero voltar a ser a número 1 do mundo", disse ela, logo após a conquista da medalha de ouro no Rio de Janeiro.
Na cola de Maurren aparece a pernambucana Keila Costa. Vice-campeã no Pan carioca, a atleta chega ao Japão menos cotada do que a conterrânea e rival no salto em distância. Porém, é na especialidade de Jadel, o salto triplo, que saltadora pode brigar ao menos pelo bronze em Osaka. Keila é recordista sul-americana na modalidade com a marca de 14,57 m, obtida em junho, em São Paulo.
A meta agora passa a ser ultrapassar os 15 metros, salto que pode garantir à nordestina um lugar na cerimônia de premiação.
Fabiana Murer, no salto com vara, completa as apostas do técnico Ricardo DAngelo. Número 3 do ranking mundial, a paulista contudo terá de melhorar significativamente o seu melhor desempenho, que lhe valeu o recorde sul-americano (4,66 m), para fazer frente ao favoritismo da russa Yelena Isinbayeva. Campeã olímpica e mundial, Isinbayeva bateu 20 vezes a principal marca do planeta até chegar ao impressionante salto de 5,01 m. "Me vejo com forças para saltar 5,15 m. Mas, cada salto acima dos cinco metros é, de fato, uma pequena façanha. Não física, e sim psicológica", afirmou, em entrevista ao jornal Konsomólskaya Pravda, maior periódico da Rússia.



