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São Paulo não fala sobre Paraíbas, mas avisa: “Todo jogador de qualidade interessa”

Frase do superintendente tricolor Marco Aurélio Cunha lembra caso Marlos, porém diretoria só falará em desembarques no Morumbi após o Brasileirão

Paraíba com presidente Jair Cirino: assédio são-paulino questiona a renovação (até 06/2010) acertada neste ano | Divulgação / Coritiba
Paraíba com presidente Jair Cirino: assédio são-paulino questiona a renovação (até 06/2010) acertada neste ano (Foto: Divulgação / Coritiba)

"Todo jogador de qualidade interessa". A frase do superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, foi a única dada à reportagem da Gazeta do Povo quando o assunto foi o interesse do Tricolor paulista na dupla de Paraíbas do Coritiba, especulada com grande ênfase nesta semana. Todavia, até o fim do Campeonato Brasileiro, a direção são-paulina não deve dar mais pistas sobre possíveis reforços.

"Só vamos falar no final do ano, não há porque falar agora. Não é a hora de anunciar nada, o Coritiba está brigando por uma boa posição na tabela, nós estamos na briga pelo título. As notícias sobre estes jogadores, de forma oficial, não chegaram até mim, nem sou eu quem estou cuidando disso. Mas são dois excelentes jogadores", afirmou Cunha. Ciente de que a "novela" que envolveu a ida de Marlos para o São Paulo não agradou a cúpula coxa-branca, o dirigente procurou falar no tom ético que envolve a busca de reforços pelo Tricolor.

"Veja o caso do Washington e do Borges, dois jogadores nossos cujos contratos terminam agora em dezembro. Eles estão abertos para conversar perante a lei, então alguém deve estar falando com eles, acho isso legítimo e não me incomoda. É algo que acontece mesmo", completou. Outra semelhança em relação ao caso Marlos pode sinalizar a possibilidade de Marcelinho Paraíba voltar ao Morumbi.

Marco Aurélio Cunha não considera o atual ídolo do Coxa o "camisa 10" que o São Paulo tanto procura desde a saída de Danilo. Para o dirigente, bastante informado sobre o jogador, Marcelinho hoje é mais um atacantes com características semelhantes às de Dagoberto. "Não acho ele um camisa 10 não, é mais um armador, um atacante mesmo. É um ótimo jogador, ofensivo, mas temos que ver o seguinte. O Petkovic é tão bom quanto ele lá no Flamengo, mas será que jogará bem no ano que vem?", questionou, aumentando o tom enigmático.

Já o empresário de Marcelinho Paraíba, Joseph Lee, mantém o discurso de que o assunto envolvendo o cumprimento do contrato com o Coritiba (até junho de 2010) será novamente discutido com a diretoria alviverde ao final do Brasileirão. Como a Gazeta já trouxe nesta sexta-feira, não há nenhuma cláusula que obrigue o experiente meia a pagar pela rescisão do vínculo.

Já o agente de Carlinhos Paraíba, Júlio Fresatto, não foi localizado. Entretanto, ele possui uma boa relação com o São Paulo, já que o volante Richarlyson também é empresariado por ele. O contrato do atual camisa 10 do Alviverde vai até março de 2010, e a própria diretoria do clube descarta a renovação. Mesmo livre para assinar um pré-contrato, nem o jogador, nem o São Paulo confirmam o acerto. Nova semelhança com o caso Marlos.

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