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Seleção corre contra o tempo para se adaptar a jogos na Arena da Baixada

Jogadores brasileiros dizem que perda de referência por teto mais alto e arquibancadas distantes serão complicador. Mas ressaltam que outros times terão mesmos problemas

Treino da seleção brasileira de vôlei na Arena da Baixada. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Treino da seleção brasileira de vôlei na Arena da Baixada. (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

A dois dias da estreia na fase final da Liga Mundial, a Seleção Brasileira de vôlei corre contra o tempo para se ambientar a jogar na Arena da Baixada, em Curitiba. Acostumada a ginásios, o time brasileiro diz ser difícil adquirir “referências” num ambiente com teto mais alto e arquibancadas distantes. A luz do sol que entrará no estádio também deve ser um complicador. Mas como todas as equipes enfrentarão essas dificuldades, os atuais campeões olímpicos confiam na torcida curitibana para vencer a competição.

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Os brasileiros estreiam na próxima terça-feira (4), às 15 horas, contra o Canadá. Até lá, terão feito três treinos na Arena e esperam estar completamente ambientados ao local. O ponteiro Lucarelli explica que, no estádio atleticano, os jogadores perdem “a referência da bola caindo”. “Muitas vezes, pegamos a bola num ponto muito baixo e ela acaba indo para a rede, essa é a maior diferença para um ginásio. Vamos ter de treinar principalmente o saque para não sofrer tanto. A luminosidade também vai atrapalhar um pouco, mas temos mais um dia e meio para consertar isso.”

Ele, no entanto, comemora a montagem de uma “miniarena”, com cerca de 3,2 mil lugares, ao redor da quadra. No ano passado, em dois jogos festivos no estádio do Atlético contra Portugal, foram usadas somente as arquibancadas normais dos jogos de futebol. “A arquibancada no meio da quadra facilita um pouco para pegarmos referências”, explica.

As dificuldades também foram apontadas pelo treinador Renan Dal Zotto. “É muito difícil se adaptar a um estádio num tempo tão curto, principalmente saques, bolas altas, para o levantador é muito complicado”, afirma. “Mas foram treinamentos muito produtivos e esperamos chegar bem na terça-feira. O importante é que o palco está muito bonito, muito bacana mesmo.”

Já o oposto Wallace fez questão de minimizar quaisquer dificuldades – que, segundo ele, serão as mesmas para os seis times – e convocou os curitibanos para apoiarem a Seleção do Brasil. “Que a torcida venha para que possamos sair daqui com o título no sábado (8).”

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