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Ginástica

Seleção “igualitária” abre ciclo olímpico

Com grupo homogêneo, sem as estrelas da última Olimpíada, Brasil começa na Itália a caminhada para os Jogos de 2012

Senm estrelas, com poucas ambições, mais jovem e mais unidas, a nova seleção feminina de ginástica artística embarca hoje para a Europa onde disputará o primeiro grande compromisso do novo ciclo olímpico. A primeira parada será na Itália, no torneio Sênior Internacional, de amanhã até sábado, para os ajustes finais antes da disputa do Mundial de Londres, entre 7 e 19 de outubro.

Desfalcada das principais personagens recentes da modalidade (como Daiane dos Santos e Laís Souza, fora da seleção, e Daniele Hypólito e Jade Barbosa, não convocadas por estarem recuperando-se de contusões), o grupo brasileiro é formado por estreantes e veteranas de última hora.

Bruna Leal (16 anos) e Priscila Cobello (17) integraram o time nacional esse ano e vão disputar o primeiro evento de ponta da carreira. Remanescentes do último ciclo olímpico, as paranaenses Ethiene Franco e Khiuani Dias, ambas com 17 anos, tornaram-se as referência na nova equipe.

"Até o ano passado éramos novatas e agora somos veteranas. Já passamos pelo o que elas vão passar e como somos mais experientes tentamos ajudar, dar apoio. O conselho mais importante é ter concentração e não ficar tão nervosa", explica Ethiene. "Ela é a mais madura, tem passagem pela Olimpíada e Mundial e a Kihuani também já estava no grupo, mas há pouco tempo ela era uma menina e agora se tornou uma moça", comenta a técnica Iryna Ilyashenko.

Khiuani não está apenas mais velha, em dois anos ela ganhou sete centímetros na altura. "O corpo cresceu e também ficou mais pesado e por isso mais lento. Mu­­dou bastante a agilidade", explica a ginasta em readaptação. Ela volta a competir após ter passado um ano muito difícil. Em 2008, fraturou o cotovelo direito durante o treino e, após três meses de recuperação voltou a treinar e fraturou a mão. Diante de tudo isso, ela estará satisfeita se completar uma série limpa – competirá na paralela e na trave.

Para as novatas, uma final seria um grande feito. "Quero fa­­zer o meu melhor, se conseguir a classificação, ótimo. Mas eu estou indo mesmo para ganhar experiência", explica a paulista Priscila, que competirá na trave e no solo. O pensamento é o mesmo de Bruna, que disputará pela primeira vez um torneio deste nível. "Agora a gente sabe que não dá para esperar muito. Esse é apenas o primeiro grande campeonato. Até a Olimpíada de Londres-2012 há muita coisa ainda, tudo mu­­da", disse a carioca, inscrita para disputar o individual geral.

Para Iryna, as ginastas formam uma equipe "média, sem estrela e sem compromisso", assim como outras seleções em reformulação neste início do ciclo olímpico.

A ausência de ídolos, porém, parece ter trazido mais unidade à equipe. "Todo mundo é igual. Todas fazem tudo junto, não tem mais aquilo de cuidado com essa, com aquela", disse Ethiene, sem citar nomes.

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