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Antes da reunião da Futpar, o encontro dos Malucelli que dirigem clubes paranaenses: Joel e Juarez (nas pontas, do J. Malucelli), Marcos (do Atlético) e Sérgio (do Iraty) | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Antes da reunião da Futpar, o encontro dos Malucelli que dirigem clubes paranaenses: Joel e Juarez (nas pontas, do J. Malucelli), Marcos (do Atlético) e Sérgio (do Iraty)| Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo

A Futpar, associação dos clubes paranaenses, tentou ontem uma medida conciliatória para pôr fim à polêmica em torno do octogonal decisivo do Campeonato Paranaense. Não deu certo. Com isso, a palavra final deve ser tomada mesmo pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no dia 26 de março – já com a primeira fase encerrada.

Após uma rápida reunião na sede do J. Malucelli, dirigentes de Atlético, Paraná, Rio Branco, Iraty, além do anfitrião, mais Toledo e Cascavel (por procuração), decidiram que os quatro primeiros colocados deveriam ter quatro partidas em casa, como quer a Federação Paranaense de Futebol (FPF), porém há uma ressalva: o 1º enfrentaria o 2º, 3º, 4º e 5º em casa – os demais confrontos seguiriam a mesma ordem decrescente para definir o anfitrião.

Além disso, há outra variante: todos os clássicos teriam mando invertido em relação à primeira fase. Diferente da tabela apresentada pela FPF, na qual o Atletiba seria hoje no Couto Pereira.

Caso prevaleça o atual formato, a diretoria do Atlético vai manter a briga no tapetão – em busca do supermando previsto no artigo 9º. "E vamos ganhar fácil", avisa o advogado do clube, Domingos Moro.

A polêmica norma ordena que "na segunda fase, as oito equipes classificadas se enfrentam em turno único, com mando de campo da equipe que teve melhor classificação geral na fase anterior". Ou seja: o campeão desta etapa teria o direito de jogar todas como mandante, além dos dois pontos extras de bonificação.

Questionado ontem o porquê de abrir mão da briga pelo supermando em troca da proposta da Futpar, o presidente rubro-negro, Marcos Malucelli, apegou-se no Estatuto do Torcedor, que prevê a repetição da fórmula em 2010. "Estou pensando no ano que vem, quando podemos não ser o primeiro colocado", declarou.

Pelo que demonstrou o presidente da FPF, Hélio Cury, a nova proposta não será aceita. "Entendo que tenha de ter unanimidade e menos da metade dos participantes do campeonato assinaram esta proposta. O torneio deve continuar assim enquanto aguardamos uma decisão do STJD", afirmou.

Pelo artigo 3º, do Regulamento Geral das Competições da FPF, as normas relativas "somente pode ser alteradas por decisão unânime dos respectivos participantes". A nova tabela não tem o consenso do Coritiba – clube dissidente da Futpar.

De acordo com o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, o julgamento final poderá ser antecipado para o dia 19, em uma sessão extraordinária, mas há grandes chances de o supermando prevalecer. "Caso não haja uma definição local, o STJD irá decidir e existe a possibilidade de que o regulamento tenha que ser obedecido na íntegra", declarou.

Colaborou Thiago de Araújo, da Gazeta do Povo Online

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