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Crise

Sem patrocínio, Enrique Bernoldi pode deixar a Stock Car

Paranaense da RCM Motorsport diz que pensa em voltar a correr na Europa

Bernoldi pilotará carro do Flamengo na F-Superliga | Divulgação
Bernoldi pilotará carro do Flamengo na F-Superliga (Foto: Divulgação)

O futuro de Enrique Bernoldi no automobilismo é incerto. Sem patrocínio, o piloto ainda não sabe se seguirá na Stock Car ou tentará um recomeço na carreira em solo europeu. Por telefone, o paranaense conversou com a reportagem da Gazeta do Povo sobre o momento difícil que vive na carreira, marcada por passagem pela Fórmula-1. "Infelizmente está acontecendo isso comigo. Os resultados não vieram como esperava, e talvez isso tenha pesado para que as coisas ficassem complicadas para mim. Nas quatro primeiras etapas da temporada não tive sucesso. Não por culpa minha ou da equipe, mas credito isso ao azar", disse o piloto, que o ocupa apenas a 27ª colocação com 1 ponto somado na classificação.

Ciente de que o contrato com o patrocinador tinha prazo de validade de apenas quatro corridas, Bernoldi acredita ser difícil encontrar outro parceiro para seguir na equipe RCM Motorsport. A próxima etapa da Stock, que acontece no circuito de Interlagos, em São Paulo, será no dia 5 de julho, mas ele considera difícil a reversão do quadro negativo.

"Temos mais um mês para tentar alguma outra coisa, mas acho quase impossível mudar a realidade lá. Primeiro porque até meu companheiro de equipe, Valdeno Brito, que venceu uma prova e é o segundo na classificação, está tendo dificuldades para conseguir apoio, quem dera eu que tive problemas." Bernoldi debita o início irregular à falta de treinos e preparação física ideais.

"Não tive tempo para me preparar, nem era para estar correndo. Tive uma lesão depois de um acidente que sofri na Fórmula Indy no ano passado", lembra. A grave lesão no braço o afastou das pistas e ele perdeu lugar na categoria norte-americana. O acidente atrasou o cronograma de preparação da temporada 2009.

Se na Stock as portas estão fechando para Bernoldi, o piloto projeta na Europa a sequência da carreira. Aos 30 anos, tem na bagagem, além carreira no cobiçado mundo da Fórmula 1, a experiência em diversas categorias do automobilismo do Velho Continente. "Tenho as portas abertas na Europa. Foram 11 anos correndo lá. A diferença é que para eles o currículo conta. No Brasil, é um pouco diferente. Aqui o dinheiro que piloto pode trazer pesa mais", avalia, atribuindo a falta de apoio à crise financeira mundial.

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