
Rio de Janeiro - A proximidade do retorno à elite do Brasileiro parece não alterar a rotina do Coritiba. Ou melhor, não da forma que se podia esperar. A pressão pela vaga, que fez parte de bom pedaço da vida do clube neste ano, não deu as caras no Rio de Janeiro, onde a equipe enfrenta hoje o Duque de Caxias, às 21 horas, em São Januário.
O exemplo da tranquilidade que envolve o Alviverde é o comentário feito pelo supervisor Paulinho Alves, dentro do avião, para um passageiro curioso: "Só um desastre para não subirmos". Verdade. Pelas estatísticas, resta um ponto. Na matemática, que se apega ao fundamentalismo dos números, bastaria uma vitória.
Diante da improbabilidade de o Coxa não conseguir marcar um ponto em quatro jogos, o acesso, mesmo antes de ser obtido, virou pano de fundo para outra missão: a conquista do bicampeonato da Segundona.
"Todo o tempo falamos do retorno à Primeira Divisão, que é o nosso principal objetivo. Mas chegamos a uma situação que não podemos desprezar. Nós só marcamos nossos currículos com títulos", afirmou Ney Franco, demonstrando uma boa parte do que deverá ser sua preleção aos jogadores.
Se tudo correr como o planejado, a semana será triunfante. Primeiro, o acesso contra o Duque de Caxias. Depois, sábado, no Couto Pereira, comemorar junto da torcida o título antecipado. A conta já foi feita pelos jogadores.
"Em duas rodadas, podemos abrir sete pontos do Figueirense. E o Bahia terá confronto direto com o América-MG. Mas antes de tudo isso, temos primeiro de vencer o Duque de Caxias", analisou o capitão Jéci.
Se a lógica funcionar, com dois êxitos alviverdes (além de um empate entre baianos e mineiros), o campeão paranaense pode dar a volta olímpica justamente diante do rival de Florianópolis. Seria o ápice de uma temporada redentora.
Jéci formará a zaga com Lucas Mendes e Cleiton que retorna no lugar de Démerson e deverá ser a única mudança da equipe em relação à vitória contra o Ipatinga, por 3 a 0. Ontem, o capitão e o jovem zagueiro passearam na praia do Leme, onde o clube está hospedado.
O encontro com a equipe do Rio de Janeiro, embora tenha ares de decisão para o Alviverde, nem de longe lembra confrontos com outras equipes locais de tradição.
Para ser ter uma ideia, é provável que São Januário tenha mais torcedores alviverdes do que do "time da casa".
O Duque de Caxias consegue a proeza de ter a pior média de público das Séries A, B e C. Se for comparado à D, só é melhor do que nove dos 40 times que iniciaram a disputa. Cigano, já utilizou como lar Volta Redonda (três vezes), e o Rio de Janeiro (sete vezes no Engenhão e sete em São Januário).
Mesmo assim, é motivo de preocupação. Afinal, em jogo de estádio vazio, já venceu o Coxa no primeiro turno, em Joinville, por 2 a 0.
"Eles estão em um momento bom. São um dos melhores do segundo turno. O [treinador] Gílson Kleina vem fazendo um excelente trabalho. Mas queremos garantir o acesso de uma vez. Se possível com uma vitória, para criarmos um situação boa no fim de semana", planeja Ney Franco.
Ao vivo
Duque de Caxias x Coritiba, às 21h, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo.



