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Série B

Sem pressão

Coritiba pode selar hoje a sonhada volta para a elite do futebol brasileiro. Jogadores se mostram tranquilos e planejam até festejar o título ao lado da torcida

Do Leme ao Pontal: o capitão Jéci e Lucas Mendes caminham pela praia logo após a chegada ao Rio de Janeiro. Hoje, Coxa pode festejar o retorno à Primeira Divisão Nacional | Albari Rosa/ Gazeta do Povo – enviado especial
Do Leme ao Pontal: o capitão Jéci e Lucas Mendes caminham pela praia logo após a chegada ao Rio de Janeiro. Hoje, Coxa pode festejar o retorno à Primeira Divisão Nacional (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo – enviado especial)

Rio de Janeiro - A proximidade do retorno à elite do Brasileiro parece não alterar a rotina do Coritiba. Ou me­­lhor, não da forma que se podia esperar. A pressão pela vaga, que fez parte de bom pedaço da vida do clube neste ano, não deu as caras no Rio de Janeiro, onde a equipe enfrenta hoje o Duque de Ca­­xias, às 21 horas, em São Ja­­nuário.

O exemplo da tranquilidade que envolve o Alviverde é o co­­mentário feito pelo supervisor Paulinho Alves, dentro do avião, para um passageiro curioso: "Só um desastre para não subirmos". Verdade. Pelas estatísticas, resta um ponto. Na matemática, que se apega ao fundamentalismo dos números, bastaria uma vitória.

Diante da improbabilidade de o Coxa não conseguir marcar um ponto em quatro jogos, o acesso, mesmo antes de ser obtido, virou pano de fundo para outra missão: a conquista do bicampeonato da Segundona.

"Todo o tempo falamos do retorno à Primeira Divisão, que é o nosso principal objetivo. Mas chegamos a uma situação que não podemos desprezar. Nós só marcamos nossos currículos com títulos", afirmou Ney Fran­­co, demonstrando uma boa parte do que deverá ser sua preleção aos jogadores.

Se tudo correr como o planejado, a semana será triunfante. Primeiro, o acesso contra o Du­­que de Caxias. Depois, sábado, no Couto Pereira, comemorar junto da torcida o título antecipado. A conta já foi feita pelos jo­­­­gadores.

"Em duas rodadas, podemos abrir sete pontos do Figueirense. E o Bahia terá confronto direto com o América-MG. Mas antes de tudo isso, temos primeiro de vencer o Duque de Caxias", analisou o capitão Jéci.

Se a lógica funcionar, com dois êxitos alviverdes (além de um empate entre baianos e mi­­neiros), o campeão paranaense pode dar a volta olímpica justamente diante do rival de Flo­­rianópolis. Seria o ápice de uma temporada redentora.

Jéci formará a zaga com Lucas Mendes e Cleiton – que retorna no lugar de Démerson e deverá ser a única mudança da equipe em relação à vitória contra o Ipa­­tinga, por 3 a 0. Ontem, o capitão e o jovem zagueiro passearam na praia do Leme, onde o clube está hospedado.

O encontro com a equipe do Rio de Janeiro, embora tenha ares de decisão para o Alviverde, nem de longe lembra confrontos com outras equipes locais de tradição.

Para ser ter uma ideia, é provável que São Januário tenha mais torcedores alviverdes do que do "time da casa".

O Duque de Caxias consegue a proeza de ter a pior média de pú­­­­blico das Séries A, B e C. Se for comparado à D, só é melhor do que nove dos 40 times que iniciaram a disputa. Cigano, já utilizou como lar Volta Redon­­da (três vezes), e o Rio de Janeiro (sete vezes no Engenhão e sete em São Januário).

Mesmo assim, é motivo de preocupação. Afinal, em jogo de estádio vazio, já venceu o Coxa no primeiro turno, em Joinville, por 2 a 0.

"Eles estão em um momento bom. São um dos melhores do segundo turno. O [treinador] Gílson Kleina vem fazendo um excelente trabalho. Mas queremos garantir o acesso de uma vez. Se possível com uma vitória, para criarmos um situação boa no fim de semana", planeja Ney Franco.

Ao vivo

Duque de Caxias x Coritiba, às 21h, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo.

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