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Brasileiro

Sem rumo, Atlético leva 4 e volta à zona de rebaixamento

Enquanto Edinho grita com os jogadores no vestiário, Mário Sérgio diz que não é momento de dar bronca e que é preciso apoiar o elenco

Rodriguinho e Danilo chegam junto em Thiago Feltri: Rubro-Negro passará pelo menos dez dias na zona de rebaixamento. | Wesley Costa/Hoje Goiania
Rodriguinho e Danilo chegam junto em Thiago Feltri: Rubro-Negro passará pelo menos dez dias na zona de rebaixamento. (Foto: Wesley Costa/Hoje Goiania)

Está todo mundo perdido no Atlético. Ações e declarações antes, durante e depois da goleada por 4 a 0 para o Goiás, ontem, no Serra Dourada, evidenciaram isso. O técnico Mário Sérgio, que chegou a falar que a altitude de Goiânia seria um obstáculo – ignorando que na verdade ela é menor do que em Curitiba –, começou inventando na escalação. Contribuição para deixar ainda mais desorientados os jogadores, além de tudo, imersos em um profundo desânimo. Por fim, o diretor de futebol, Edinho Nazareth, admitiu que não sabia qual atitude deveria ser tomada no momento em que o time retorna à zona de rebaixamento.

Depois de falar aos repórteres que "não é hora de agir na base da emoção, porque senão vamos errar de novo", a primeira coisa que Edinho fez foi entrar no vestiário e passar um sabão na equipe. Berros ouvidos por todos que estavam do lado de fora.

Ele ainda não havia parado de gritar quando Mário Sérgio iniciou a entrevista coletiva. Surpreendentemente, uma de suas primeiras observações foi na direção totalmente contrária do que o dirigente fazia.

"Não vai adiantar nada se desesperar, dar esporro, bater nos caras...", comentou o treinador, que imediatamente foi indagado se então reprovava a atitude de Edinho. Ao que respondeu: "É situação dele. Está acima de mim. Não julgo e nem posso. Mas nesse momento, não temos o que fazer. Temos de dar força a esses jogadores."

Ainda que tenha dito que os gols saíram de falhas individuais, o técnico assumiu a responsabilidade pelo vexame. Se ateve também ao fôlego debilitado do time.

"Eles não têm culpa de não ter feito uma boa pré-temporada. Na parte física é visível. O adversário passa por cima da gente, ainda mais em um campo grande como esse."

Alegando questões éticas, ele só não quis prolongar o que disse após a derrota para o Palmeiras: que o elenco havia sofrido muito antes da sua chegada. Mas Edinho confirmou, citando rapidamente uma possível divergência do grupo com a comissão técnica anterior, comandada por Roberto Fernandes.

Aos jogadores, que se reuniram pouco antes da bronca do diretor de futebol, restaram palavras como "vergonha", "desculpas ao torcedor", "lavar a roupa-suja" ou "nos unirmos ainda mais". Além, é claro, de renovar a promessa de tirar o time desta situação.

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Em Goiânia

Goiás

Harley; Ernando, Rafael Marques e João Paulo; Vítor, Fahel, Ramalho (Fredson), Felipe (Júlio César) e Thiago Feltri; Romerito (Anderson Gomes) e Iarley. Técnico: Hélio dos Anjos.

Atlético

Galatto; Alex Fraga, Antônio Carlos e Danilo; Renan, Chico (Alan Bahia), Fernando (Júlio César), Rodriguinho (Valencia) e Márcio Azevedo; Ferreira e Pedro Oldoni. Técnico: Mário Sérgio.

Estádio: Serra Dourada. Árbitro: Wilson Souza de Mendonça (PE). Gols: Romerito (G) aos 14/1º, Iarley (G) aos 19/1º e Vítor (G) aos 31/1º; Anderson Gomes (G) aos 19/2º. Amarelos: Galatto e Antônio Carlos (A). Público: 3.883 pagantes. Renda: R$ 55.600,00.

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Interatividade

O que é preciso ser feito para que o Atlético consiga se livrar do rebaixamento? Ou a queda de divisão já se tornou um caminho inevitável?

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As respostas selecionadas serão publicadas na Gazeta Esportiva.

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