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Patinação

“Sem teto” resistem às dificuldades

Meninas ignoram falta de recursos e estrutura de treinos para brilhar no Campeonato Brasileiro

  • PorAdriana Brum
  • 16/05/2009 21:06
Mais do que patrocínio, desejo comum dos atletas brasileiros, garotas da Escola Curitibana de Patinação sonham com um lugar fixo para os treinamentos | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Mais do que patrocínio, desejo comum dos atletas brasileiros, garotas da Escola Curitibana de Patinação sonham com um lugar fixo para os treinamentos| Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo

Destaque compete só com "paitrocínio"

Primeira atleta paranaense a participar de um campeonato mundial de patinação artística, Francys Zanon, de 20 anos, volta a competir em nível internacional no mês de novembro. Em 2005, disputou no individual. Desta vez, vai para o Mundial da Alemanha.

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Doze patinadoras e oito medalhas no Campeonato Brasileiro de Patinação Artística deste ano, realizado entre 23 e 27 de abril, em Brasília (DF). Além disso, Francys Zanon, de 20 anos, se classificou para o Campeonato Mundial que será em novembro, e Ariane Francez, de 13, foi pré-classificada para o Mundial de 2011. Foi o melhor desempenho coletivo das garotas da Escola Curitibana de Patinação em competições nacionais: cinco medalhas de ouro e três de bronze.

A fartura de pódios na competição, porém, é inversamente proporcional às condições de treino das atletas e ao reconhecimento de seus feitos. "Vocês acham que as meninas acham ruim ter de repetir dezenas de vezes os movimentos para as fotos? ", pergunta a técnica Fabiana Consentino à reportagem da Gazeta do Povo. "Que nada! Elas estão adorando. O único momento em que são recompensadas é quando aparece alguém querendo saber delas", completa. Para compor a fotografia que ilustra esta página, as garotas repetiram os movimentos durante 15 minutos.

Antes de se exporem aos flashes, porém, tiveram de esperar o fim do treino dos meninos do futsal. Sem lugar próprio para os treinamentos, as patinadoras revezam-se em três quadras alugadas na cidade. Estão habituadas a esperar que a bola pare de rolar para poderem deslizar com os patins.

As marcas dos corrupios (giros) estão por toda a quadra, mas somem em dias de chuva. "Dependo inclusive do tempo para dar treino. Se chove, alaga tudo por aqui. Mas ainda é o melhor lugar que temos, porque é o único que tem as medidas de largura e comprimento necessários", diz Fabiana.

A escola existe há 11 anos e surgiu quando Fabiana, ainda atleta, e outras meninas ficaram sem ter onde treinar. Para cobrir os custos de competição, os pais das patinadoras organizaram, em 2003, a Associação de Pais e Amigos dos Patinadores de Curitiba (Apac) e cobram uma mensalidade de R$ 10 dos 30 associados. Os R$ 300 por mês pagam o aluguel extra de quadras (a R$ 40 a hora, em média) nos períodos de pré-campeonato. Nas competições, vendem doces e salgados para "complementar a renda" da associação.

"É um esporte muito caro. Só os patins profissionais custam R$ 3 mil. E não conseguimos patrocínio porque não é modalidade olímpica", avalia a diretora financeira da Apac, Isabel Di Pretoro, mãe de Natália Di Pretoro, 11 anos, que voltou de Brasília com duas medalhas de ouro.

Sozinhas

A falta de tempo da técnica é outro empecilho. "Não consigo estar com elas mais de quatro vezes na semana", conta. Para complementar a renda, Fabiana ensina patinação artística para iniciantes e dá aulas de Educação Física em uma escola estadual. "Os bons resultados no Brasileiro são resultado do comprometimento das meninas. Pedia que alugassem a quadra em outros horários e viessem passar a coreografia sem mim. Ficavam literalmente sozinhas", fala.

Outra dificuldade é encontrar profissionais de preparação física especializados em patinação artística. O esporte exige do atleta um equilíbrio entre força e flexibilidade e nem sempre as atletas recebem a orientação específica para fortalecer corretamente a musculatura.

Mais que um patrocínio, no momento o que as meninas mais querem é um lugar para treinar.

"Estamos aceitando qualquer coisa, um terreno, uma quadra", diz Izabel. Uma arquiteta amiga da associação fez um projeto do que seria um ginásio ideal. "É assim que vamos conseguindo as coisas. Ativamos nossa rede de amigos, pede aqui, pede ali", conta a diretora financeira.

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