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Copa das confederações

Semifinal opõe os ‘melhores cérebros’ do futebol mundial

O italiano Pirlo e o espanhol Xavi são os pensadores de suas seleções

Pensadores, Pirlo e Xavi se enfrentam nesta quinta | Reuters
Pensadores, Pirlo e Xavi se enfrentam nesta quinta (Foto: Reuters)

A semifinal entre Espanha e Itália terá um duelo à parte entre os dois melhores armadores do futebol mundial na atualidade. Xavi Hernández, 33 anos, e Andrea Pirlo, 34, são as referências técnicas e os responsáveis por determinar o ritmo de jogo das suas equipes. Não à toa, personificam a transformação pela qual a Roja e a Azzurra passaram nos últimos anos. Dois segundos volantes que, se atuassem no Brasil, fatalmente seriam transformados em meias avançados, como Clarence Seedorf no Botafogo.Xavi é motor do estilo de trocas intermináveis de passes entre os jogadores da seleção espanhola. Na equipe com mais posse de bola da Copa das Confederações (64%), ninguém toca tanto na bola quanto ele. São 194 passes em pouco menos de dois jogos, média de 1,2 toque por minuto.

Uma jogada típica de Xavi começa com a bola vindo de Busquets e saindo dele para Iniesta, sempre cumprindo curtas distâncias. Tentativas mais longas, somente quando Arbeloa e Alba passam pelas laterais ou a rodagem da equipe pelo campo abre espaço para o deslocamento mais à frente de Pedro, Fàbregas e Soldado. Sempre com uma precisão elevada, de 84%, exatamente a mesma média da seleção espanhola.

"Sou um entusiasta do seu futebol, fico maravilhado. São dois fenômenos. Vamos tentar fazê-los correr um pouquinho mais", elogiou o técnico italiano Cesare Prandelli, em uma avaliação que atinge também Iniesta, parceiro indissociável de Xavi.

Pirlo ocupa a mesma faixa de campo do espanhol e exerce função similar de criação, mas com uma dinâmica de jogo diferente. A análise dos seus 129 passes em 180 minutos jogados na Copa das Confederações, com base em números da Fifa e do serviço de estatísticas esportivas Opta, mostra que o armador do Milan, a partir do círculo central, dispara lançamentos de até 30 metros para atacantes, meias e laterais. Somente quando o destino é De Rossi o passe sai curto, uma espécie de respiro para que ele possa mapear o jogo e mentalizar o lançamento seguinte. Dinâmica que faz dele o maestro da guinada ofensiva da seleção italiana. E transformou a recuperação da lesão na panturrilha direita que o tirou do jogo com o Brasil em uma minissérie acompanhada com apreensão pelos italianos.

"Sua presença terá todo o peso ofensivo para a Itália, com excelentes passes longos, bola parada, escanteio, faltas diretas como [no gol] contra o México. É um excelente armador, um criador de qualidade. Todos admiramos vê-lo jogar e estaremos do outro lado do campo para impedir que faça seu trabalho", elogiou Sergio Busquets, fã confesso de Pirlo e incumbido de não deixar o ídolo jogar.

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