Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série B

Sérgio Soares abandona o Paraná

Treinador vai dirigir o Santo André. Enquanto tricolores procuram substituto, o ex-zagueiro Ageu ficará como técnico interino

Sérgio Soares: seis vitórias, dois empates e cinco derrotas à frente do Paraná, com 51% de aproveitamento | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Sérgio Soares: seis vitórias, dois empates e cinco derrotas à frente do Paraná, com 51% de aproveitamento (Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo)

Dois meses. Esse foi o tempo exato da passagem do técnico Sérgio Soares pelo Paraná. Contratado no dia 7 de julho para tentar levar o Tricolor de volta à Primeira Divisão, o técnico partiu ontem para o Santo André – time que o próprio comandante ajudou a colocar na Série A – sem conseguir cumprir o objetivo.

Ele comandou o time em 13 jogos. Venceu seis vezes, perdeu cinco partidas e empatou em duas oportunidades. O ataque do Tricolor fez 22 gols, enquanto a defesa levou 24.

Além dele, o preparador físico Stelio Metzker e o auxiliar Denis Facincani também deixaram a Vila Capanema. Até a contração de um novo treinador, fato que pode ocorrer hoje, quem ficará à frente do time é o ex-zagueiro e auxiliar técnico Ageu.

Durante os 60 dias que comandou a equipe paranista, Soares recebeu diversas sondagens para deixar o clube, mas sempre afirmou que cumpriria o acordo. Desta vez, porém, o desfecho foi diferente. Mesmo assim, não haverá multa, pois o acordo dele com o clube era apenas verbal.

Mesmo com uma proposta salarial três vezes maior do que recebia no Tricolor, o principal motivo para o "sim" ao Ramalhão não aconteceu – segundo o demissionário – simplesmente por motivos financeiros.

"O que pesou mesmo foi um problema familiar. Tenho uma filhinha de 5 anos e é a primeira vez que me ausento. Ela sentiu muito (minha falta). Durante vinte dias ela vinha tendo febre. Chegamos até a suspeitar da gripe A. O pediatra perguntou se existia algum outro fator que poderia estar afetando a saúde dela. E esse fato era a minha ausência", conta.

"A proposta financeira do Santo André é muito atraente. Assinei até dezembro de 2010. Mas não é isso que está pesando não, é o meu problema familiar mesmo", prosseguiu.

O treinador fez uma avaliação do período que comandou o Tricolor. "Nós patinamos. Acho que foi a instabilidade do time que nos deixou nessa situação. Poderíamos, não fossem alguns tropeços, estar em uma situação muito melhor, com pelo menos 36 pontos", acredita.

Para ele, apesar de improvável, o acesso à elite do Paraná (12.ª colocação, a 12 pontos do G4) ainda não deve ser descartado. "Tem de brigar. A gente vê que a turma da frente tem mais de 40 pontos, uma diferença muito grande. Mas os atletas têm de continuar lutando porque há possibilidade de buscar", garante.

Quando chegou à Vila Ca­­panema, para ocupar o lugar de Zetti, Sérgio Soares encontrou o Paraná em maus lençóis. A equipe somava apenas 8 pontos e estava na 16.ª posição, apenas um posto acima da zona de rebaixamento. Com um estilo "linha dura" e de muita cobrança, conseguiu melhorar a situação paranista e, em alguns mo­­­mentos, fez o torcedor acreditar que a equipe poderia encostar nos líderes.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.