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O filme mais uma vez se repetiu. Sem apresentar um futebol digno da sua tradição, a seleção brasileira só conseguiu vencer o Equador nesta quarta-feira graças ao individualismo de Robinho, que não se contentou apenas em sofrer o pênalti como converteu a cobrança para sacramentar o placar de 1 a 0. O camisa 11 brilhou novamente e é o artilheiro da Copa América, com quatro gols. Com a vitória, o Brasil se classificou em segundo do Grupo B para as quartas-de-final da Copa América. O próximo adversário é o Chile. A partida está marcada para as 21h45 de sábado.

A seleção já enfrentou a equipe chilena nesta competição e venceu por 3 a 0, com três gols de Robinho.

O primeiro tempo denunciou a má escalação do time brasileiro, recheado de volantes e com dificuldade na armação das jogadas. O Equador ameaçava muito pouco. A primeira boa chance aconteceu aos 16 minutos, quando Gilberto deu lindo passe para Vágner Love, que escorou cara a cara com Elizaga, mas o goleiro equatoriano espalmou.

Mesmo com um time fraco e com o Brasil jogando com três volantes, o Equador conseguiu criar algumas chances. Aos 29, por exemplo, Benitez bateu para a defesa de Doni. A seleção cadenciava o jogo e recebia as vaias da torcida presente no Estádio Olímpico José Antonio Anzoátegui, Puerto La Cruz.

Aos 34 minutos, Júlio Baptista aproveitou bobeada da defesa, roubou a bola e arriscou de longe. Elizaga deu rebote e Vágner Love bateu para fora. Mas, três minutos depois, a prova da desorganização da seleção. Benitez foi lançado na frente e Doni saiu do gol para dar o combate na ponta. Resultado: foi driblado e o Brasil só não sofreu o gol porque o atacante chutou na rede pelo lado de fora.

A seleção brasileira pressionou apenas no final do primeiro tempo e conseguiu criar três boas chances. Na primeira, Robinho tabelou com Vágner Love e bateu de bico para fora. Um minuto depois, Vágner Love chutou de canhota e Elizaga defendeu. Na seqüência, a bola foi cruzada para Júlio Baptista, que cabeceou e mais uma vez o goleiro espalmou.

Na saída para o intervalo, o zagueiro Juan deu o tom do que foi o primeiro tempo.

- Começamos a apertar a marcação e criamos chances. É isso que temos que fazer - disse.

Na volta para o segundo tempo, o Brasil ganhou uma bênção de Robinho logo aos 8 minutos. Isto porque o camisa 11 deu várias 'pedaladas' para cima de Espinoza, que só conseguiu parar a jogada com pênalti. Na cobrança, o próprio Robinho bateu e abriu o placar. Brasil 1 a 0.

Logo na seqüência, o técnico Dunga promoveu a primeira alteração. Gilberto deixou o campo para a entrada de Kléber. Irritado com a má atuação de Júlio Baptista, Dunga colocou Diego em campo aos 26 minutos. A última cartada de Dunga foi a entrada de Alex Silva na vaga de Daniel Alves, que, suspenso, não terá condições de jogo contra o Chile.

Mas as alterações não surtiram efeito e o futebol em campo continuou de baixo nível técnico. Robinho ainda tentou uma batida para o gol aos 44 minutos, mas o placar final ficou mesmo no 1 a 0.

BRASIL 1 x 0 EQUADOR

Árbitro: Sergio Pezzota (ARG)

Local: Estádio Olímpico José Antonio Anzoátegui, Puerto La Cruz

Gols: Robinho (10' do 2º tempo)

Cartões amarelos: Daniel Alves (Brasil), Baquí (Equador), Tenório (Equador), Diego (Brasil)

Brasil: Doni, Daniel Alves (Alex Silva), Alex, Juan e Gilberto (Kléber); Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista (Diego); Robinho e Vágner Love. Técnico: Dunga.

Equador: Elizaga, Baquí, Guagua, Espinoza, Reasco, Méndez, Castillo, Marlon, Ayoví (Caicedo), Valencia, Borja (Carlos Tenório), Benítez. Técnico: Luis Soarez.

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