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Brasileirão

STJD anula julgamento e Dorival Jr. está liberado para dirigir Coritiba

Defesa do treinador alegou cerceamento do direito de defesa, e teve o pedido acolhido até que um novo julgamento do caso seja feito

Com julgamento anulado, Dorival Júnior está livre para comandar o Verdão em Belo Horizonte | Giuliano Gomes / Gazeta do Povo
Com julgamento anulado, Dorival Júnior está livre para comandar o Verdão em Belo Horizonte (Foto: Giuliano Gomes / Gazeta do Povo)

O técnico do Coritiba Dorival Júnior está liberado para dirigir a equipe à beira do gramado neste domingo, às 18h10, contra o Cruzeiro. No primeiro julgamento do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no início da tarde desta quinta-feira, o treinador teve o pedido de anulação da decisão que o suspendeu por 30 dias, proferida no último dia 20 de agosto, e está liberado até que um novo julgamento do caso aconteça na Terceira Comissão Disciplinar – provavelmente na próxima semana.

A defesa de Dorival Jr., sustentada pelo advogado Itamar Cortes, alegou que o técnico teve o seu direito de defesa cerceado, uma vez que ao mesmo tempo que o julgamento acontecia no Rio de Janeiro, o Coxa jogava contra o Figueirense em Curitiba, impossibilitando a presença dele na sessão do STJD. "Já vínhamos adiantando que isto (julgamento anulado) poderia acontecer. A punição imposta contra o Dorival vai contra os princípios constitucionais de defesa, do direito ao contraditório", afirmou por telefone o diretor jurídico do Verdão, Gustavo Nadalin, à Gazeta do Povo Online.

No dia 3 de agosto, na vitória de 3 a 1 do Coritiba sobre o Santos na Vila Belmiro, Dorival Jr. teria sido expulso de campo aos 18 minutos do segundo tempo, por ter proferido insultos ao árbitro do jogo Pablo dos Santos Alves (RJ). O fato foi relatado na súmula, única prova apresentada contra o treinador, que foi autuado no artigo 187 (ofender moralmente o árbitro) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de até 180 dias.

"Fica difícil o torcedor entender o quão árduo é o trabalho dos advogados de defesa quando o relato do árbitro é visto como prova capital de determinada infração. É complicado descaracterizar a prova quase absoluta", opinou Nadalin, que confirma ainda que o período de sete dias já cumpridos por Dorival Jr. será detraído da pena final, caso o técnico do Verdão seja punido em seu segundo julgamento. Ainda assim caberá mais um recurso da defesa coritibana antes da pena final.

O técnico Cuca, na época dirigindo o Santos e hoje no comando do Fluminense, esteve presente à sessão para testemunhar a favor de Dorival Jr., mas seu depoimento não foi necessário nesta instância. O comandante do Coxa embarca para Curitiba às 17h desta quinta e dirige o último treinamento da equipe nesta sexta-feira, no Couto Pereira, antes da viagem para Belo Horizonte.

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