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Automobilismo

Stock testa “remendos” em Curitiba

Carros da categoria que tiveram vários problemas na etapa de abertura passaram por adaptações para evitar coisas como capôs voando e superaquecimento interno

Ricardo Zonta chega na primeira posição em Interlagos, mas não leva a vitória por desobedecer à ordem de substituir o capô que havia se soltado | Duda Bairros/Divulgação
Ricardo Zonta chega na primeira posição em Interlagos, mas não leva a vitória por desobedecer à ordem de substituir o capô que havia se soltado (Foto: Duda Bairros/Divulgação)
Confira a programação da Stock Car |

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Confira a programação da Stock Car

Há apenas duas semanas, na etapa de São Paulo, era capô voando para todo lado, pés queimando nos pedais e insegurança com a fixação das rodas. Problemas que a empresa fabricante do novo carro da Stock Car, o JL G-09, garante ter corrigido para a segunda prova do campeonato, domingo, no Autódromo Internacional de Curitiba.

Mas a falta de testes que ocasionou as falhas na estreia pode atrapalhar novamente. Os pilotos só poderão checar as novidades nos treinos livres de hoje. Muitas peças só chegaram ontem aos boxes das equipes, o que torna uma incógnita o comportamento dos carros.

Se tudo correr conforme o esperado, os pinos extras para segurar o capô, a troca do sistema de escapamento – que ainda promete mais potência ao motor – e a troca do alumínio pelo aço nos cubos das rodas darão mais segurança e conforto aos pilotos.

Maior prejudicado em Interlagos, o paranaense Ricardo Zonta – que venceu a prova sem o capô, mas foi desclassificado por não ter obedecido à ordem para entrar nos boxes e colocar uma peça nova – espera o julgamento de seu protesto no fim do mês. Por enquanto espera que a solução encontrada pelos fabricantes seja suficiente. "Além das duas presilhas, foram colocados mais dois pinos por baixo. Tomara que desta vez não aconteça com ninguém", diz o piloto, considerando que 13 dos 32 carros foram afetados.

Se esse foi o problema mais visível para o público, o que mais atrapalhou os pilotos foi o superaquecimento interno, causado pela primeira versão do sistema de escapamento – canos saindo da parte de trás do veículo, cruzando a frente próximos ao painel e se unindo em uma saída. Durante a prova de São Paulo, a temperatura no carro passou de 60ºC e a dos pedais chegou a 90°C. Adversidade que levou diversos pilotos a usar palmilhas de amianto para proteção e, alguns, ao chegar aos boxes, a enfiar os pés em um balde de água fria.

"Vamos mudar o posicionamento dos canos de descarga, que passarão a sair pelos dois lados", conta Gustavo Lehto, da empresa JL, um dos responsáveis pelo projeto. "Além disso, o carro deverá ganhar cerca de 20 cavalos a mais de potência só por causa da alteração", acrescenta.

A terceira alteração será a troca do material da porca que prende as rodas. A peça de alumínio dará lugar a uma de aço, com uma guia para facilitar o trabalho dos mecânicos nos pit-stops para a troca de pneus.

Com a adaptação, a Confederação Brasileira de Automobilismo confirmou a obrigatoriedade de pelo menos uma troca por carro durante a corrida. A estreia da novidade no regulamento havia sido adiada por causa da falta de tempo para treinar os mecânicos antes da etapa de abertura do campeonato.

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