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Weggis, Suíça – Edmílson tinha tudo para ser o fantasma do quadrado mágico. O jogador do Barcelona era constantemente sondado para, ao longo da Copa, entrar no time titular da seleção brasileira. O anúncio do corte só veio ratificar tal teoria.

Mesmo ciente da incômoda dor no joelho direito, o estafe médico da CBF tentou de todas as formas segurá-lo no grupo. A tolerância ficou ainda mais evidente quando Zagallo foi chamando para comentar a perda do atleta. Emotivo nas palavras, o coordenador mostrou o quanto o atleta gozava de prestígio.

"Como em 2002, ele poderia se tornar titular e peça importante durante a competição", anunciou o braço-direito do técnico Carlos Alberto Parreira.

O Velho Lobo foi ainda mais longe. Revelou que mesmo afastado dos gramados, o volante jamais perdeu terreno.

"Contávamos com esse atleta. Mesmo machucado (ficou 8,5 meses parado, também por problemas no menisco do joelho direito) estava nos planos. Sempre pensávamos na sua convocação. Fará falta", reforçou.

Com o desenrolar do Mundial e a necessidade de reforçar o setor defensivo da equipe, o "coringa" surgia como a opção imediata para substituir algum integrante do quarteto ofensivo – possivelmente Adriano, com quem se estranhou em dois treinos.

"Não tive atrito com ele, não. Pelo contrário. A gente sempre se deu bem. Foi coisa do momento", disse ao se despedir de Weggis.

Edmílson lembrou ainda dos momentos difíceis que tem vivido.

"Tem sido muito difícil tudo isso (o corte). Estou anestesiado. Tive uma lesão forte em 2004. E o que me dói é justamente o fato de ter batalhado tanto para chegar aqui. Fui pego por coisas da vida", desabafou.

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