Hoje será um dia de festa para os fãs da velocidade no Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais. Carros esteticamente formidáveis e altamente velozes, de marcas mundialmente admiradas e grande reputação, prometem uma batalha épica na segunda etapa do Brasil GT3 Championship, a mais nova e promissora categoria automobilística do país.

Máquinas que costumam ser idolatradas em coleções de miniaturas, como Lamborghini Gallardo, Dodge Viper Competition, Porsche 997 e Ferrari F430, levarão seus motores ao extremo nos 3.707 metros do AIC em duelos capazes de mexer com o mais insensível dos fãs de corridas. Como se não bastassem os apelos para sair de casa e conferir de perto a beleza e o ronco do bólidos, há ainda mais um motivo para ir ao autódromo: serão duas corridas, a primeira às 10h30 e a segunda às 14h30, cada qual com duração de uma hora. Para a turma que gosta de chegar cedo para garantir um bom lugar, a partir das 8h30 os carros estarão na pista para fazer um treino de aquecimento, com duração de 15 minutos.

Entre os pilotos, o clima é de expectativa. Por ser uma categoria nova, as equipes ainda estão em um incipiente processo de adaptação e ajustes. Após a primeira etapa de rodada dupla, realizada há três semanas, no Autódromo de Tarumã, em Viamão (RS), a tendência é de um maior equilíbrio nas disputas de hoje. Passada a etapa inaugural da GT3, na liderança está a dupla formada pelo catarinense "naturalizado" paranaense Alceu Feldmann e pelo paulista Paulo Bonifácio, pilotos de um Lamborghini Gallardo.

Em Viamão, eles lideraram os treinos classificatórios, venceram a primeira corrida e terminaram em segundo na outra.

"Mas em Curitiba deve ser mais complicado, pois as Ferraris e os Dodges são muito fortes nas retas", avalia Feldmann. "A prova daqui certamente será mais nivelada que a de Tarumã", ressalta Cláudio Ricci, que, em parceria com Walter Derani, conseguiu o melhor desempenho entre as quatro Ferraris na primeira etapa, com um quarto lugar nas duas corridas.

"Aqui usaremos um novo kit aerodinâmico que certamente vai melhorar o desempenho do carro em relação à Tarumã", diz o curitibano Lico Kaesemodel, que, ao lado de Antônio Hermann, pilota o único Porsche 997 da disputa, carro que terminou em sétimo os dois "pegas" de Viamão.

Além da convicção de correr melhor em Pinhais, há ainda uma outra unanimidade entre os pilotos: se hoje não fossem correr, certamente estariam nas arquibancadas do AIC. "Esses carros são o sonho de quase todo mundo, e essa será a grande chance de vê-los de perto e próximos dos seus limites, o que não se vê quando se acha um deles nas ruas", exalta Derani.

"Quem for ao autódromo verá a categoria que deverá fazer o maior sucesso no Brasil nos próximos anos", afirma Ricci.

Serviço: Ingressos à venda nas bilheterias do AIC por R$ 15. Estudantes pagam meia e menores de dez anos têm entrada livre. A bilheteria funcionará das 9h as 14h30.

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