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Futebol

Susto na hora certa

Brasil marca três gols em 29 minutos de bola rolando, mas relaxa e passa por apuros para bater o Egito por 3 a 2 na estreia olímpica

Brasileiros observam o abraço de Leandro Damião e Neymar na vitória sobre o Egito, em Cardiff | Daniel Castellano, enviado especial/ Gazeta do Povo
Brasileiros observam o abraço de Leandro Damião e Neymar na vitória sobre o Egito, em Cardiff (Foto: Daniel Castellano, enviado especial/ Gazeta do Povo)
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Um susto no momento certo. Dessa maneira, os jogadores do Brasil encararam a vitória por 3 a 2 sobre o Egi­­­­to, ontem, em Cardiff, no País de Gales. Depois de abrir uma vantagem de três gols no primeiro tempo, por pouco a equipe não amargou um empate constrangedor, logo na estreia olímpica.

"Foi bom para gente tomar um susto já no jogo inicial, pois a tendência é que fique cada vez mais difícil, especialmente quando chegar a fase eliminatória", resumiu o zagueiro e capitão Thiago Silva, na zona mista (local de entrevistas) do Millennium Stadium.

A tarde de quinta-feira foi mesmo de lições no torneio de futebol masculino. As outras seleções favoritas ao ouro olímpico, Uruguai e Espanha, também apresentaram dificuldades diante de oponentes inexpressivos.

Os sul-americanos tiveram de virar o placar contra os Emirados Árabes (2 a 1). A situação dos europeus, entretanto, não foi possível reverter: derrota para o Japão, por 1 a 0.

As principais justificati­­vas dos brasileiros para o triunfo que acabou apertado foram um relaxamento na etapa final e o que o técnico Mano Menezes definiu como "irresponsabilidade tática" dos egípcios.

"Eu já tinha advertido que o adversário possuía uma boa dose de irresponsa­­bilidade tática e isso aumentou ainda mais com o 3 a 0 contra. Eles deixaram a gente atacar e ficaram com vários jogadores na frente, esperando a bola chegar", comentou o treinador.

O meia Oscar – um dos melhores da equipe com duas assistências – tratou da falta de concentração. "É até normal no futebol, mas não pode acontecer. Voltamos relaxados, errando coisas que não costumamos errar, e o time deles cresceu com o primeiro gol. Faltou segurar mais a bola. Se fizéssemos isso, teria sido diferente", analisou o ex-atleta do Internacional, agora parte do grupo do Chelsea.

De acordo com os jogadores, pesou também a estreia. Antes do embate de ontem, e após, a palavra "ansiedade" esteve sempre presente no discurso. No entanto, daqui para a frente, eles garantem que o receio não fará mais parte da rotina.

Os gols brasileiros foram marcados pelo lateral-direito Rafael e os atacantes Leandro Damião e Neymar, em somente 29 minutos de bola rolando. Aboutrika e Salah descontaram. Um público de 26.812 torcedores acompanhou o sufoco nacional, a imensa maioria de verde e amarelo.

Menos mal, o Brasil volta a campo já no próxi­­mo domingo, às 11 horas (de Brasília), para pegar a Bielo-Rússia. O adversário da vez estreou superando a Nova Zelândia, por 1 a 0, em Coventry. O confronto está marcado para o tradicional Old Trafford, em Manchester, casa do Man­­ches­­ter United.

O jogo

Depois de uma pressão inicial dos egípcios, de cerca de 10 minutos, o Brasil fez prevalecer o seu jogo e marcou três vezes até os 29 minutos. Um relaxamento no segundo tempo, no entanto, quase pôs tudo a perder.

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