
Um susto no momento certo. Dessa maneira, os jogadores do Brasil encararam a vitória por 3 a 2 sobre o Egito, ontem, em Cardiff, no País de Gales. Depois de abrir uma vantagem de três gols no primeiro tempo, por pouco a equipe não amargou um empate constrangedor, logo na estreia olímpica.
"Foi bom para gente tomar um susto já no jogo inicial, pois a tendência é que fique cada vez mais difícil, especialmente quando chegar a fase eliminatória", resumiu o zagueiro e capitão Thiago Silva, na zona mista (local de entrevistas) do Millennium Stadium.
A tarde de quinta-feira foi mesmo de lições no torneio de futebol masculino. As outras seleções favoritas ao ouro olímpico, Uruguai e Espanha, também apresentaram dificuldades diante de oponentes inexpressivos.
Os sul-americanos tiveram de virar o placar contra os Emirados Árabes (2 a 1). A situação dos europeus, entretanto, não foi possível reverter: derrota para o Japão, por 1 a 0.
As principais justificativas dos brasileiros para o triunfo que acabou apertado foram um relaxamento na etapa final e o que o técnico Mano Menezes definiu como "irresponsabilidade tática" dos egípcios.
"Eu já tinha advertido que o adversário possuía uma boa dose de irresponsabilidade tática e isso aumentou ainda mais com o 3 a 0 contra. Eles deixaram a gente atacar e ficaram com vários jogadores na frente, esperando a bola chegar", comentou o treinador.
O meia Oscar um dos melhores da equipe com duas assistências tratou da falta de concentração. "É até normal no futebol, mas não pode acontecer. Voltamos relaxados, errando coisas que não costumamos errar, e o time deles cresceu com o primeiro gol. Faltou segurar mais a bola. Se fizéssemos isso, teria sido diferente", analisou o ex-atleta do Internacional, agora parte do grupo do Chelsea.
De acordo com os jogadores, pesou também a estreia. Antes do embate de ontem, e após, a palavra "ansiedade" esteve sempre presente no discurso. No entanto, daqui para a frente, eles garantem que o receio não fará mais parte da rotina.
Os gols brasileiros foram marcados pelo lateral-direito Rafael e os atacantes Leandro Damião e Neymar, em somente 29 minutos de bola rolando. Aboutrika e Salah descontaram. Um público de 26.812 torcedores acompanhou o sufoco nacional, a imensa maioria de verde e amarelo.
Menos mal, o Brasil volta a campo já no próximo domingo, às 11 horas (de Brasília), para pegar a Bielo-Rússia. O adversário da vez estreou superando a Nova Zelândia, por 1 a 0, em Coventry. O confronto está marcado para o tradicional Old Trafford, em Manchester, casa do Manchester United.
O jogo
Depois de uma pressão inicial dos egípcios, de cerca de 10 minutos, o Brasil fez prevalecer o seu jogo e marcou três vezes até os 29 minutos. Um relaxamento no segundo tempo, no entanto, quase pôs tudo a perder.




