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Uma auditoria nas contas do Ministério do Esporte comprovou o que atletas e técnicos vêm alertando: com os investimentos que estão sendo feitos, dificilmente o Brasil chegará à Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, com chances de faturar muitas medalhas.

Dados coletados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) até 2009 mostram que diminuiu a concessão de bolsas para atletas entre 2008 e 2009. Além disso, o Ministério do Esporte vinha gastando um terço desses valores em esportes que não são olímpicos.

A investigação mostrou ainda que o governo não aplica já nas escolas recursos para formar novos atletas e apontou não haver um programa nacional para identificar novos talentos e, portanto potenciais medalhistas.

"Para um país que pretende estar entre as dez maiores potências olímpicas, evidencia-se que a atuação do Ministério do Esporte nos últimos anos esteve quase restrita à concessão de bolsas para atletas, ficando as outras ações importantes para o desenvolvimento e estruturação do esporte de alto rendimento com investimentos reduzidos", conclui a auditoria aprovada nesta quarta-feira, por unanimidade, pelo plenário TCU.

Um dos problemas apontados já foi corrigido pelo Ministério, conforme o próprio TCU. O governo passou a restringir a oferta de bolsas atleta para praticantes de esportes olímpicos. Além disso, uma outra mudança na legislação passou a permitir a oferta de bolsa para atletas de base.

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