Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série B

Tempo não atenua a mágoa de Miranda

Fora da zona de rebaixamento: A vitória do Paraná contra o Marília tirou o time da zona de rebaixamento, após cinco rodadas estagnado na 18ª colocação. Com o gol do atacante Leonardo, o Tricolor pulou à 16ª posição (com 23 pontos) – porém, ainda está na linha tênue do grupo de rebaixamento. Ontem à tarde, o time paranista treinou na Vila Capanema. Hoje pela manhã, deve repetir a dose. A viagem para Bragança Paulista, onde encara o Bragantino (8º colocado, 33 pontos), será esta tarde. O duelo está marcado para amanhã, às 20h30 | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Fora da zona de rebaixamento: A vitória do Paraná contra o Marília tirou o time da zona de rebaixamento, após cinco rodadas estagnado na 18ª colocação. Com o gol do atacante Leonardo, o Tricolor pulou à 16ª posição (com 23 pontos) – porém, ainda está na linha tênue do grupo de rebaixamento. Ontem à tarde, o time paranista treinou na Vila Capanema. Hoje pela manhã, deve repetir a dose. A viagem para Bragança Paulista, onde encara o Bragantino (8º colocado, 33 pontos), será esta tarde. O duelo está marcado para amanhã, às 20h30 (Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo)
Saiba mais sobre a crise institucional do clube que já dura um ano |

1 de 2

Saiba mais sobre a crise institucional do clube que já dura um ano

Veja a ficha técnica da partida entre Paraná e Marília |

2 de 2

Veja a ficha técnica da partida entre Paraná e Marília

Há praticamente um ano, em setembro de 2007, a atual cúpula tricolor começava a trabalhar nos bastidores para derrubar o então presidente José Carlos de Miranda, acusado de levar dinheiro "por fora" na venda de alguns atletas.

Era apenas o fio condutor de uma crise que agora coloca o time da Vila Capanema na 16ª colocação na tabela, seriamente ameaçado de rebaixamento à Terceira Divisão.

"Tudo começou pelo desejo incontido do Vavá (Durval Lara Ribeiro, vice-presidente) de se tornar o dono do futebol", ataca Miranda, ainda ressentido com o ex-colega de diretoria. A LA Sports, ex-parceira na formação da equipe, também sofre com os ataques. "Tem explicação insistirem tanto com Joélson e Zumbi?", indaga, insinuando pressão para escalar jogadores da empresa.

O cartola faz apenas uma auto-crítica. "A minha tentativa de mudar o estatuto dividiu o clube." Na ocasião, ele tentou sem sucesso um terceiro mandato à frente do Tricolor, quando o permitido seria apenas uma reeleição. "Não tomei a medida que deveria ser tomada: afastar aqueles que eram contrários à minha permanência."

Mas a mágoa move o ex-dirigente paranista. "Após um acordo de cavalheiros, entreguei o clube. Seria uma espécie de rainha da Inglaterra até o fim do mandato. E eles, do Grupo de Investimento, assumiriam o futebol. Disse: ‘Se é para o bem de todos e felicidade geral dos paranistas, eu saio’. Mas a vaidade e o ódio falaram mais alto. Era para ser uma transição pacífica, porém não foi respeitado o acordo", lembra.

"Uma coisa é ser dono de time de pelada, pagar cerveja e ir com jogador para a zona. Isso não se faz em um clube profissional", segue Miranda, afirmando, sem dar nomes, que muitas "baladas" são bancadas por dirigentes paranistas.

Mas o ex-presidente, que foi suspenso das atividades do clube através de uma sanção administrativa, também recebe críticas dos desafetos.

É o caso de Luiz Alberto, da LA Sports. A negociação nebulosa de Thiago Neves, que pertencia em parte ao agente de jogadores, provocou o fim do "namoro" com o clube – hoje resumida à "amizade" com a gestão Aurival Correia, além da utilização dos atletas Leonardo e Fábio Luís.

"A corrupção foi estancada. No entanto, há um trabalho externo feito pelas viúvas do Miranda, que tentam boicotar a administração atual", alfineta. "Houve erros de contratação neste ano? Sem dúvida. Porém, isso faz parte do futebol. Pelo menos a coisa ocorreu de forma honesta", segue, em clara defesa de Vavá – o vice de futebol deixou o clube para "se preservar das críticas".

Luiz Alberto diz ainda que a crise institucional afeta diretamente os atletas. "Alguns jogadores da minha empresa tiveram de fazer boletim de ocorrência porque estavam sofrendo ameaças. Não existe tranqüilidade e isso reflete em campo", garante.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.