
Tite é o primeiro a pisar no campo do estádio de Kariya, o centro de treinamento do Corinthians no Japão. É seu momento de concentração e de tomar decisões importantes. O técnico diz que o time está escalado e pronto para a estreia no Mundial de Clubes da Fifa, nesta quarta-feira (12), às 8h30 (de Brasília), contra o Al Ahly, do Egito.
Dono de um estilo próprio, ele esfriou a euforia pós-título, controlou egos com rédea curta e enquadrou jogadores em busca de seu time ideal. Time, na verdade, que ele sempre teve em mente. Desde o Campeonato Brasileiro de 2011, passando pela Libertadores. Isso, no entanto, não fez com que Tite deixasse de estimular a competitividade entre os atletas. E com os adversários.
Ontem o treinador chegou a afirmar que não se intimidaria em quebrar a perna ou jogar sujo contra um adversário desleal. "Se quiser quebrar a perna, e já fiz, eu quebro, faço o mesmo jogo do adversário. Se quiser jogar sujo, eu jogo sujo. Tenho todas estas opções, em minha personalidade tenho todas estas facetas, eu escolho a que quiser colocar para fora e eu escolhi esta, mas também estou atento às outras", afirmou o técnico em entrevista ao canal SporTV.
Tite disse ainda não acreditar na sorte como fator decisivo para o resultado de um jogo de futebol. "Sou competitivo, tenho minhas regras, valorizo o trabalho. Falar em sorte é muito simplista. Não acredito em sorte, acredito em merecimento, competência, conduta."
Dentro da competição por vagas na equipe, teve titular que virou reserva, como Jorge Henrique. Romarinho viveu altos e baixos e saiu do time. Martínez precisou pedir desculpas na frente do grupo após ter dito que se não fosse titular sairia do clube em 2013. "O campo fala", respondeu Tite.
No Japão, o técnico mantém sua rotina de treinos pesados como faz no CT do Corinthians. No último domingo, em uma dividida com Emerson, Jorge Henrique quase se machucou feio às vésperas da estreia. Só neste ano, três jogadores quebraram o nariz em divididas nos treinamentos: Wallace, Edenilson e Welder. "A preparação foi muito boa, o Tite fez com que os jogadores se conscientizassem da preparação para o Mundial e a equipe assimilou bem. Chegamos ao Japão fortes", afirmou Emerson, titular absoluto, mas que precisa e muito de rédea curta.




