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Paranaense

TJD acata pedido do Coxa de não deixar Atlético mandar jogos no Couto Pereira

Coritiba alega abuso de poder da Federação na decisão de ter de liberar estádio ao arquirrival por R$ 30 mil a partida. Liminar ainda pode ser derrubada

Coritiba recorreu à Justiça Desportiva para não deixar o Atlético jogar no Couto Pereira | Marcelo Elias / Gazeta do Povo
Coritiba recorreu à Justiça Desportiva para não deixar o Atlético jogar no Couto Pereira (Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo)

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) concedeu liminar permitindo que o Coritiba não ceda o Estádio Couto Pereira para o Atlético mandar seus jogos no Campeonato Parnaense. A decisão judicial, que atende pedido da diretoria alviverde, que impetrou mandado de garantia no fim da tarde desta sexta-feira (13), contraria a ordem da Federação Paranaense de Futebol (FPF) para que o Coxa ceda o estádio pelo valor de R$ 30 mil por partida.

Com a decisão, o Atlético está temporariamente impedido de mandar jogos no Couto - cabe recurso à ação. A alegação da FPF é de que as obras da Arena para a Copa 2014 são interesse do futebol curitibano, paranaense, nacional e internacional", e por isso o Coritiba deveria ceder seu estádio.

Para obter a liminar, o Coritiba se apoiou no artigo 88 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, referente a abuso de poder das autoridades esportivas. O Coxa também apresentou no despacho laudos comprovando que o gramado do Couto Pereira, que acabou de passar por reformas no sistema de irrigação e drenagem, não tem condições de comportar tantas partidas.

"A federação pode solicitar os estádios, mas isso em casos esporádicos e não em todo o campeonato. O estádio tem que ser utilizado pela Federação e não por um de seus filiados. A FPF está distorcendo o artigo de seu regulamento", afirmou o presidente do TJD, Peterson Morosko, sobre a decisão no despacho, à Rádio Banda B.

O advogado do Coritiba, Gustavo Nadalin, tem ordem expressa do presidente Vilson Ribeiro de Andrade para ir até as últimas instâncias judiciais para não permitir que o Atlético mande jogos no Couto Pereira.

"A respeito deste ofício da FPF, o Conselho Administrativo do Coritiba reafirma aos conselheiros sócios, torcedores e a toda nação coxa-branca a sua disposição de lutar até o fim, usando as medidas judiciais cabíveis, para garantir os interesses do Clube e os direitos sobre de suas propriedades", publicou o Conselho Deliberativo do Coritiba em nota oficial na manhã desta sexta-feira.

Briga

A indefinição sobre o local de mando dos jogos do Atlético se transformou em uma guerra de bastidores. De acordo com o presidente da FPF, Hélio Cury, o estatuto da Federação (no artigo 46) possibilita ao Atlético, com a intervenção da entidade, atuar no campo do arquirrival. O Coritiba contesta a decisão.

"Se ele [Cury] quiser comprar a briga, quiser fazer uma guerra em Curitiba, ele que faça", atacou o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Para ele, o assunto já está esgotado. "A decisão já está tomada", emendou.

A FPF tem até 72 horas antes do jogo de estreia do Rubro-Negro para indicar um estádio. A primeira partida do Atlético no Paranaense está marcada para o dia 22, diante do Londrina.

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