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Paranaense

Torcida já teme repetição do fracasso de 2006

Falta de resultados leva torcida a questionar a qualidade do elenco alviverde

Cansada de sofrer, a torcida do Coritiba aguarda soluções para o time que começou 2007 dando sinais que vai repetir os mesmos erros do ano passado. O fraco desempenho no Paranaense (11.º colocado com quatro pontos em quatro rodadas) está assustando os fãs que não admitem mais uma temporada na Segunda Divisão.

Argumentos não faltam aos torcedores para contestar o trabalho da direção neste início de temporada. As 16 contratações, a maior parte de jogadores desconhecidos, não deram resultado até o momento. O treinador Gilberto Pereira só teve dois jogos à frente do time antes de perder o emprego e o seu substituto, Guilherme Macuglia, já começou a ter o trabalho questionado.

A garantia na Justiça da não realização de uma assembléia em que sócios do clube votariam a cassação do presidente Giovani Gionédis irritou ainda mais os coxas-brancas, que não demonstram nenhuma paciência com o time recém-formado.

"Estou vendo o mesmo filme do ano passado. Contratações sem o menor critério de jogadores sem a mínima condição. Não vejo perspectiva que isso mude. É um absurdo revelações como o Pedro Ken e o Renan não terem chances, enquanto esses que chegaram estão jogando", lamenta o torcedor Luizão Stellfeld, personagem coxa-branca do programa "Tempo de Jogo", da RIC.

Nem mesmo as desculpas de início de competição e falta de ritmo acalmam os fãs. A Império Alviverde, maior organizada do clube, garante que não terá a mesma paciência que teve em 2006 (só protestou para valer, com direito a briga com jogadores no aeroporto, no 2.º turno do Nacional).

"O jogador sem ritmo é uma coisa. Agora, o jogador que não sabe matar uma bola e não sabe chutar no gol é outra. Já vimos que o time é fraco e não vamos esperar para tomar atitudes", revela o presidente Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio.

A diretoria se defende com as mesmas explicações apresentadas durante o Estadual-06, dizendo que o campeonato é um laboratório e muita coisa mudará para a Série B.

As palavras do coordenador de futebol João Carlos Vialle, lembram o discurso do Capitão Hidalgo, antecessor dele no cargo. "Fiquem tranqüilos, o time não é esse", dizia Hidalgo.

"É preciso um pouquinho mais de paciência da torcida. Jogadores como o Edmílson, o Caíco e o Juliano ainda não estrearam", avalia Vialle, se referindo aos atletas que ainda aprimoram a condição física.

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