A seqüência de resultados negativos vem mexendo com a rotina do Paraná. Depois de os próprios jogadores pedirem à diretoria para falar menos com a imprensa, ontem o clube abriu espaço para uma reunião do elenco e da comissão técnica com cerca de 30 membros da torcida organizada Fúria Independente.
O encontro solicitado pelos torcedores foi realizado antes do treino da tarde na Vila Capanema e durou cerca de meia hora. O presidente José Carlos de Miranda e o vice-presidente de futebol José Domingos, sabendo previamente qual seria o teor, fizeram a introdução e deixaram a sala.
"Procuramos a diretoria e pedimos para ter uma conversa tranqüila", disse o presidente da organizada, Márcio Alexandre Silvestre. "Expusemos que a torcida está confiante porque o time já mostrou ter capacidade e demos apoio também ao treinador. Sabemos que esta é a primeira semana inteira de trabalho que ele tem e acreditamos que foram justamente as mudanças no comando técnico que ocasionaram os problemas", acrescentou.
Mas não ficou apenas no incentivo. "Dissemos que são profissionais e o mínimo que têm de fazer pela gente é se esforçar", cobrou Silvestre, que teve do volante Beto, capitão da equipe, garantias de que não há racha no elenco e de que o time tem condições de reverter a situação.
A atuação da Fúria Independente foi bem mais respeitosa do que no ano passado, quando, apesar de a campanha ser superior à atual, alguns torcedores aproveitaram a saída de um treino no Pinheirão para cobrar fortemente os atletas e um deles chegou a sair no tapa com o atacante Zumbi. "Também estávamos há cinco ou seis jogos sem vitória. Foi uma coisa que achei errada depois, mas que até deu certo porque o time voltou a ganhar", comentou o presidente da organizada.
Também ontem começou a valer a norma que prevê entrevistas apenas com dois jogadores antes e outros dois depois dos treinos. Mas o elenco quer menos exposição ainda. Foi feita uma solicitação para que somente um atleta seja chamado por vez, que está sendo analisada pelo clube.



