No aniversário de 75 anos da Fiba, três brasileiros imortalizaram seus nomes na história do basquete. Com um vasto repertório de serviços prestados ao esporte no país, Hortência, Amaury Pasos e o técnico Kanela foram indicados para o Hall da Fama da instituição. Oscar Schmidt, que estava entre os finalistas, ficou fora da lista. O anúncio oficial foi feito nesta segunda-feira, na Suíça.
- Fico muito feliz. Pelo fato de ter sido o primeiro, você imagina a quantidade de nomes. O meu foi indicado e entrou logo no primeira leva - diz Hortência, por telefone, ao GloboEsporte.com.
O fato de acumular inúmeros prêmios ao longo da carreira não diminui a animação da Rainha a cada novo título que recebe.
- Não tem essa não, eu quero sempre. Quanto mais a gente tem, mais a gente quer ter - brinca.
Hortência ficou contente com a indicação de Amaury, da geração bicampeã mundial, mas lamentou a ausência de Oscar.
- Ele foi indicado e deve entrar nas próximas levas. É claro que eu gostaria que tivesse entrado todo mundo - explica a ex-jogadora.
Legado para as próximas gerações
Com 137 jogos pela seleção, Hortência tem no currículo um Campeonato Mundial em 1994 e uma prata olímpica em 1996. Amaury ganhou o bronze nas Olimpíadas de Roma (1960) e foi um dos líderes do time bicampeão mundial em 1959 (Chile) e 1963 (Rio de Janeiro).
Nas três conquistas de Amaury, o técnico era Togo Renan Soares, o Kanela. Campeão carioca 12 vezes e penta sul-americano com a seleção, ele morreu em 1992.
Entre os 12 jogadores indicados na turma de 2007, está o lendário pivô americano Bill Russel, dono de 11 títulos pelo Boston Celtics. Também foram eleitos três técnicos além de Kanela, três árbitros e um dirigente.
A eleição é diferente do Hall da Fama americano, no qual Hortência também tem vaga garantida. Na escolha da Fiba, dos 20 eleitos, apenas três são nascidos nos EUA.



