
Depois do alívio, os negócios. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Gama na terça-feira, a diretoria paranista pode voltar os olhos para o planejamento do ano que vem. A prioridade, afirmou o diretor de futebol, Paulo Welter, é a permanência do técnico Paulo Comelli e da comissão técnica.
"Devemos sentar para conversar sobre o orçamento para 2009 na semana que vem. Não adiantava colocar a carroça na frente dos bois. Até agora, a gente estava focado em se livrar do rebaixamento", afirmou o vice-presidente de finanças, Waldomiro Gayer Neto.
A diretoria paranista disse que ainda não definiu quem do atual elenco fica para a próxima temporada. "Pretendemos fazer o novo time para o ano que vem com as indicações do Comelli, que quer um time bem competitivo. Preciso definir o orçamento para conversar com ele", disse o presidente Aurival Correia.
Com a permanência na Segundona, o Tricolor deve apertar o cinto e conter as despesas. Se este ano gastou cerca de R$ 8 milhões com a folha salarial dos jogadores, a conta em 2009 será mais enxuta. Para compensar, o Paraná está a procura de parceiros dispostos a investir no clube.
Dos 33 jogadores do atual elenco, 15 têm contrato encerrando até o fim do ano. "Destes, talvez a metade vai cumprir contrato e ser dispensado", diz Gayer Neto, sem citar nomes.
Entre os que estão em fim de contrato, há quatro jogadores emprestados pelo Flamengo, Éder, Camacho, Rômulo e Fabrício. "Vamos fazer de tudo para mantê-los", adiantou Correia. Mas alguns jogadores que o clube tem interesse em manter podem não permanecer na Vila Capanema. Ontem, o presidente do Avaí, João Nilson Junino, afirmou que está muito próximo de um acerto com o atacante Leonardo, que tem contrato com o Tricolor até 2 de janeiro de 2010.
Além das indicações de Comelli, Correia afirma que conta com as sugestões de Paulo Welter e do gerente de futebol Beto Amorim. "Estamos trabalhando juntos para fazer as contratações com muito critério. Não adianta encher prateleira", diz o presidente paranista. A intenção é não repetir a atual temporada, em que mais de 60 jogadores atuaram com a camisa do Paraná e o time precisou ser remontado emergencialmente durante a Série B. (AB)







