
As dificuldades financeiras em 2009, recorrentes no discurso da diretoria do Paraná, começam a ser vistas na prática já este ano. A começar pela redução da folha de pagamento, que, segundo o vice-presidente de finanças Waldomiro Gayer Neto, não deve ultrapassar R$ 250 mil por mês. Em 2008, foi de R$ 450 mil.
Na prática, isso quer dizer que o elenco da nova temporada estimado em 25 atletas deve ter uma média salarial de R$ 10 mil. "Uns jogadores devem nos custar mais, outros, ter um salário menor", disse Gayer Neto.
Assim, alguns jogadores da atual equipe terão de aceitar receber menos do que hoje se quiserem permanecer no time da Vila Capanema, informou o presidente Aurival Correia.
Procura-se um diretor
Ter de manter-se dentro do orçamento também resultou na dificuldade para remontar o departamento de futebol. A procura por um vice-presidente para a área, cargo sem dono desde agosto, com o afastamento de Vavá Ribeiro, tornou-se mais urgente com a saída do diretor de futebol Paulo Welter, que abriu mão do cargo após o último jogo do Tricolor na Segundona, na sexta-feira (o time perdeu por 3 a 1 para o Santo André).
Como a necessidade de evitar gastos impossibilita a contratação de profissional remunerado, reconhece Correia, a tendência é que a função continue sem titular. A solução é encontrar um novo vice-presidente de futebol, cargo não-remunerado.
Ocimar Bolicenho o ex-presidente paranista é hoje diretor de futebol do rebaixado Marília foi cogitado. Mas o que impediu o progresso das negociações foi justamente o fato de o Paraná não poder pagar pelo trabalho. Bolicenho é remunerado no MAC.
"Vamos procurar entre a nossa diretoria alguém para ocupar essa função. Todos os nomes estão sendo cogitados", disse Correia. A exceção seria o vice-presidente das categorias de base, Marlo Litwinski. "Não poderia aceitar o cargo, prefiro ficar só cuidando da base, que é a melhor forma de investir no profissional", afirmou Litwinski.
Outros nomes, como o de Márcio Villela (vice-presidente), Aquilino Romani (2º vice-presidente) e Gayer Neto, foram sondados para assumir a função.
"Fui consultado e gostaria de assumir. Mas não tenho tempo, seria incompatível com minha atividade profissional", afirmou Gayer. Romani também disse que não assumirá o cargo. "Teremos reuniões esta semana que devem definir um nome", apontou.



